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sábado, 4 de julho de 2015

Gravadora destrói demos com material inédito de Amy Winehouse para impedir lançamentos futuros

Foto: Divulgação
Não adianta esperar por material inédito de Amy Winehouse.  Para evitar lançamentos futuros, a Universal destruiu todas as demos que restaram da artista, disse David Joseph, diretor-executivo da empresa no Reino Unido, à revista Billboard.

"Era uma questão moral", defende ele. "Roubar um trecho ou um vocal é algo que jamais aconteceria sob a minha chefia. E agora não pode acontecer sob a chefia de ninguém".

Com a decisão, a gravadora quer evitar que, no futuro, as gravações inéditas sejam compiladas para lançamento de um novo álbum de Amy, que morreu em julho de 2011.

Assim, o disco "Lioness: Hidden treasures", produzido em dezembro daquele ano, deve ser provavelmente o último trabalho em que se possa escutar a voz da diva do soul. O álbum mistura músicas já lançadas de Amy com trabalhos inacabados e inéditos.

A declaração de Joseph coincide com a estreia do documentário "Amy", do qual o diretor-executivo é produtor. O filme mostra imagens não-exibidas da artista e depoimentos de seu círculo íntimo, através de mais de 100 entrevistas com 80 pessoas.

DIRETOR DO FILME QUIS MOSTRAR LADO POSITIVO

Os parentes da cantora participaram  do documentário, mas criticaram o resultado final. O pai, Mitch Winehouse, que havia elogiado o trabalho do diretor, Asif Kapadia, considera agora que o filme "desonra" a memória da filha. Já Darcus Beese, ex-responsável pelo repertório de Amy, culpou a mídia por levar a cantora à morte.

"Ela estava doente. Você tinha pessoas que a elogiavam e agora, estão assassinando ela", afirmou.

"Espero que, quando assistirem a seus rostos na tela, fiquem envergonhados".

No festival de Cannes, no entanto, onde o filme estreou em maio, o longa foi aplaudido e teve aprovação do público. Segundo o jornal "The Independent", Kapadia  afirmou que queria mostrar outro lado da perturbada cantora e incluiu vídeos dela contando piadas com amigos e tocando violão.

"A imagem final de Amy atormentada, tropeçando, é tão forte e é só disso que as pessoas se lembram", contou. "Então era o caso de reequilibrar a maneira como as pessoas a percebiam, mostrando o lado jovem, divertido, feliz; a garota de olhos brilhantes que ela costumava ser, que era incrível.
Você acha que deveria ter sido bom conhecê-la, que ela teria sido ótima companhia".

Kapadia não se perturbou com os comentários do pai da cantora e nega que ele tivesse qualquer intenção antes de começar o documentário.

"Nós só estávamos tentando ser justos com Amy, para mostrar como  ela estava em uma situação confusa e acho que muitas pessoas se confundiram sobre ela e a fama e o fato de todos quererem um pedaço dela", afirmou o diretor.

Fonte: O Globo
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