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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Manifestantes protestam e lojas fecham após morte de garoto na Baixa de Sapateiros

Imagem: Reprodução/Correio 24h
Nesta segunda-feira (11) ocorreram protestos na Baixa dos Sapateiros após a morte de Lázaro Henrique de França, 13 anos, na noite de sábado, de acordo com a Central de Polícia. Se sentindo desprotegidos, donos de lojas não abriram suas portas, segundo a Polícia Militar. Lázaro Henrique foi morto com um tiro na cabeça enquanto passava pela Baixa dos Sapateiros, por volta das 18h50, quando foi surpreendido por dois homens em uma motocicleta.

Queimando pneus e lixos na rua, cerca de 20 manifestantes fecharam a Avenida JJ Seabra por volta das 16h. O 18º Batalhão da Polícia Militar (Comércio) foi chamado e dispersou o protesto, sem registrar danos. Porém, às 17h45 a manifestação voltou a ocorrer no mesmo local. O grupo colocou fogo no lixo, mas o Corpo de Bombeiros rapidamente conteve o fogo.

O delegado Adailton Adan, titular da 1º Delegacia (Barris), diz que o crime tem ligação com a disputa do tráfico de drogas pelo mercado de São Miguel e Saúde, nas proximidades da Baixa dos Sapateiros. “Os policiais militares do 18º Batalhão foram acionados para verificar a denúncia de disparos de arma de fogo na região. Ao chegar ao local, encontraram o adolescente, que era conhecido por cometer atos infracionais constantemente na região”, informou a Polícia Militar, em nota.

O assassinato da criança está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Foi divulgada uma possível retaliação por parte dos traficantes, por conta do crime, mas o delegado Adan não confirmou a informação. “Por enquanto, é só uma especulação que atribuímos a um traficante local chamado Café. Os policiais estão atentos, para que qualquer problema que ocorra a gente possa agir de imediato”.

No último mês, foram registrados quatro homicídios no Centro Histórico, sendo três deles no dia 21 de dezembro, e três tentativas de homicídio. “Percebemos que a disputa (pelo tráfico) está acirrada. Você tem o Carnaval, as festas de largo, o aumento de turistas na cidade e, para os traficantes, isso é o filão, por conta do aumento de movimento na área”, explicou Adan.

De acordo com ele, durante as abordagens e prisões na região, a polícia identifica que determinados pontos tornam-se mais cobiçados. “Quando combatemos o tráfico em áreas como Pelourinho e São Miguel, isso migra para a periferia onde está a Saúde, o Santo Antônio, a Castanheira. Essas áreas se tornam pontos estratégicos porque há o aumento da demanda”. Até ontem, os autores do crime não tinham sido identificados ou presos.

Fonte: Correio 24h
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