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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Ciganos são presos na BA; polícia apura relação com morte de gêmeos

Foto: Reprodução | TV Bahia
Cinco ciganos foram presos nesta sexta-feira (19), no município de Simões Filho, na região metropolitana de  Salvador, durante uma operação das Polícias Civil e Militar, que cumpriram mandados de busca e apreensão na região. Os homens, que têm entre 29 e 62 anos, estavam com armamento pesado, bastante munição e cerca de R$ 22.142.

De acordo com a polícia, os ciganos presos foram autuados por porte ilegal de armas e será investigado se eles têm participação no caso que envolve as mortes dos gêmeos Silvio Cezar Carvalho Santos e Cezar Silvio Carvalho Santos, de 45 anos. O crime ocorreu na quarta-feira (17), em Salvador, e pode ter sido cometido por vingança ao assassinato de um cigano, ocorrido em 2014.

Os cinco homens presos foram conduzidos para a sede do Departamento de Polícia Técnica (DPT), localizado no bairro da Pituba, na capital baiana, onde prestaram depoimento na tarde desta sexta-feira. Eles negaram a participação nos homicídios.

Conforme a polícia, com os ciganos foram encontradas 12 armas, algumas de uso exclusivamente militar, dentre elas 2 rifles, pistolas, revólveres, escopeta, pistola Glock, além de facões e muita munição.
Foto: Alan Oliveira/ G1
As armas foram encaminhadas para o Departamento de Polícia Técnica (DPT), onde passarão por perícia que deve apontar se alguma delas foi usada no crime contra os irmãos ou em outros. A polícia investiga também se os homens realizavam o comércio do armamento, por conta da quantidade de armas apreendidas com eles.

Agendas com anotações que podem ter relação com o empréstimo de dinheiro com juros, fora do mercado de crédito legítimo, popularmente conhecido como agiotagem, também foram encontradas com os homens, informou a polícia.

Ao G1, o advogado do ciganos presos, Abdon Abade, disse que as armas encontradas com os clientes dele são para uso pessoal. Ele informou ainda que os presos, assim como outros ciganos, têm o hábito de andar com altas quantias em dinheiro porque não confiam em instituições bancárias.

Crime

Os gêmeos Silvio Cezar Carvalho Santos e Cezar Silvio Carvalho Santos foram mortos a tiros na localidade conhecida como Baixa do Tubo, em Cosme de Farias, em Salvador, na quarta-feira (17). Eles foram enterrados no Cemitério Municipal de Itapuã, em Salvador, na quinta-feira (18).

Uma das vítimas, Silvio Cezar, que era advogado, tinha um escritório no local onde o crime aconteceu. O irmão dele, Cezar Silvio, era cinegrafista. Conforme as informações iniciais da polícia, dois homens chegaram no local e um deles chamou por Silvio. Quando ele apareceu, foi baleado. A vítima morreu no local.

Ao ouvir os disparos, Cezar tentou dar socorro ao irmão, mas acabou baleado. Ele chegou a ser socorrido por vizinhos para o Hospital Geral do Estado (HGE), mas já chegou à unidade de saúde sem sinais vitais.

Polícia apura vingança

O motivo da morte dos gêmeos pode ter sido vingança. A informação foi divulgada pela delegada Andréa Ribeiro, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e que está à frente das investigações do caso.

A polícia trabalha com a hipótese do crime ter sido cometido por um grupo de ciganos, com o qual o irmão das vítimas, Jailton Carvalho Santos, teria uma dívida. Por causa dessa dívida, Jailton matou o cigano Jair Ferraz de Almeida, que atuava como agiota, durante uma briga, em 2014. Jailton se entregou à polícia e continua preso. Ele foi condenado a 14 anos de prisão.

A família dos gêmeos informou em depoimento à Polícia Civil que sofreu ameaças desse grupo ligado a Jair Ferraz. Logo após a morte do cigano, outras três pessoas da família dos gêmeos foram mortas. Conforme a polícia, as vítimas foram a ex-mulher, um filho e um sobrinho de Jailton.

Dois ciganos conhecidos como Bira e Gilmar foram apontados por uma testemunha como participantes desses três crimes. O advogado que defende Gilmar é o mesmo que atua no caso dos cinco ciganos presos durante a operação da polícia desta sexta-feira (19).

À época, a Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA) informou que a ex-mulher de Jailton teria contraído empréstimo de R$ 7 mil com o cigano, valor que em quatro meses subiu para R$ 122 mil. Ainda segundo a SSP-BA, a dívida teria sido o motivo de Jailton ter matado o cigano, em 14 de agosto, em um trecho da rodovia BR-324, no município de Simões Filho.
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