Imóveis são abandonados em condomínio vizinho a local da chacina do Cabula

(Foto: Mauro Akiin Nassor/CORREIO)
À primeira vista, as placas de “vende-se” e “aluga-se” espalhadas em condomínios residenciais que margeiam o Horto Florestal de Mata Escura podem nem chamar a atenção. Mas, do lado de dentro, cresce o número de apartamentos abandonados, à espera de compradores. 

Três anos após a Chacina do Cabula – em que 12 pessoas foram mortas por policiais militares, em fevereiro de 2015 –, os imóveis do entorno são oferecidos a valores abaixo do mercado - mesmo assim, não se acha compradores. Por conta do tráfico de drogas que toma conta da região, há pelo menos dez imóveis vazios. Aproximadamente 2 mil metros quadrados de Mata Atlântica separam a Vila Moisés, palco da chacina, dos condomínios Morada do Sol, Recanto Verde e Santa Edwiges. Dentro do trecho da área de proteção ambiental estão o Centro de Triagem de Animais Silvestres do Ibama em Salvador (Cetas) e uma comunidade instalada há pouco mais de dez anos e que, atualmente, é controlada pela facção Bonde do Maluco (BDM).

 Nesse cenário, os moradores têm sofrido com constantes troca de tiros da facção com grupos rivais e com a polícia. Alguns dos moradores mais antigos foram obrigados a abandonar seus apartamentos após ameaças de morte pelos traficantes. Outros tiveram os imóveis invadidos pelos criminosos. Já quem alugou, deixou o locador a ver navios após um tiroteio na porta de casa.

Fonte: Correio da Bahia
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