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sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Na reta final, presidenciáveis finalmente lembram de passar pela Bahia

Foto: Reprodução/ Sinfrônio
Após um início de campanha com a presença de poucos presidenciáveis em Salvador – apenas Marina Silva (Rede) tinha passado pela capital baiana desde o registro das chapas -, quatro candidatos ao Palácio do Planalto passarão por aqui em três dias.

A romaria começou com João Amoêdo (Novo), nesta quinta-feira (20), segue com Guilherme Boulos (PSOL) e Geraldo Alckmin (PSDB) na sexta e Ciro Gomes (PDT) no sábado. Parece que, após as pesquisas sinalizarem a rápida ascensão de Fernando Haddad entre os baianos, os adversários decidiram dar mais atenção aos eleitores locais.

Se contabilizado a passagem do senador Magno Malta (PR) como representante de Jair Bolsonaro (PSL) no domingo e a segunda visita de Fernando Haddad (PT), em Juazeiro no mesmo dia, praticamente todos os candidatos à Presidência da República vão investir em convencer os baianos às vésperas do primeiro turno. Com mais de 10 milhões de eleitores, definitivamente, o estado é um espaço a ser explorado por quem quer ganhar uma eleição.

Fernando Haddad tem uma ligeira vantagem contra os adversários: o PT possui um histórico extremamente positivo nas disputas pelo Planalto em território baiano. Nos últimos três pleitos, conquistou quase a metade dos votos válidos e, segundo o levantamento recente do Ibope, tende a manter bons números nas votações. Além disso, tem o governador Rui Costa como candidatíssimo à reeleição e com possibilidade de encerrar a disputa ainda no primeiro turno. É praticamente uma receita de bolo que, se bem administrada, é difícil de dar errado. Como o nome do ex-prefeito de São Paulo não está completamente consolidado, os adversários querem tirar um naco do potencial de votos dele. Por isso investir no corpo-a-corpo da Bahia é interessante para quem busca espaço na corrida de 2018. O difícil é convencer os eleitores a participar do processo de discussão publicamente.

 Ao que parece, não haverá tanta mobilização... Para além dos parcos entusiastas das candidaturas que devem participar efetivamente dos atos de campanha – boa parte integra a claque das chapas locais -, há um dado relevante a se ressaltar: todos escolheram pontos turísticos da capital baiana para as rápidas passagens. São diversas as razões, porém existe algo bem primário nessas opções. Como os candidatos precisam parecer próximos da população, ao passar por pontos reconhecidos de Salvador, a possibilidade de identificação é facilitada.

O Mercado Modelo e o Pelourinho foram os escolhidos da vez. Marina já tinha ido à Estação da Calçada, outro local famoso da capital baiana. Como as agendas costumam aparecer nos jornais nacionais, a referência a Salvador fica implícita nas imagens e ajuda na construção da narrativa de que os candidatos estão cruzando o país e estão em contato com o tão famoso “povo”. O problema é identificar aqueles que postulam a vaga no Planalto como parte desse mesmo “povo”.

Fonte: Bahianotícias
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