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quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Quase 100 anos após ser fundado, Terreiro Tumba Junsara, em Salvador, é tombado pelo Iphan

Terreiro Tumba Junsara — Foto: Carolina di Lello/Divulgação
O Terreiro Tumba Junsara, localizado no Engenho Velho de Brotas, em Salvador, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) nesta quarta-feira (20). Fundado em 1919, o templo está entre os mais antigos de tradição da Angola no Brasil.

O tombamento foi determinado durante reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, no Rio de Janeiro. De acordo com o Iphan, todos os participantes do evento votaram a favor da decisão. Com isso, o templo passa a ser Patrimônio Cultural Brasileiro. Criado pelos irmãos Manoel Rodrigues e Ciriaco, o terreiro teve sua primeira sede no município de Santo Amaro, no recôncavo da Bahia. Em seguida, o templo foi transferido para Salvador, já no Engenho Velho de Brotas.

Contudo, somente em 1938, o Tumba Junsara foi para o atual endereço, na Ladeira da Vila América. O terreiro está em uma região de Salvador que concentra vários outros templos. Entre eles, alguns já tombados pelo Iphan, como Oxumaré, Gantois e Alaketo e Casa Branca. Assentamentos, moradias, barracão, mata e uma fonte de água, fazem parte da estrutura atual do terreiro. A Fonte Dandalunda "recebe" quem entra no templo. Bem no meio está a moradia principal e mais antiga, que antecede o quarto do segredo, Lemba Oxalá. A cozinha da residência é também a cozinha sagrada.

A mata reduzida é formada por pés de nativo, jurema, bambu, obi e akokô, que têm uso medicinal em rituais, alimentar e paisagístico. A Casa reproduz em seu território as estruturas litúrgicas e mundanas necessárias para a tradição, o espaço mato e o espaço construído, que juntos, formam uma área sagrada. A comunidade do Terreiro Tumba Junsara abraça as tradições e se reinventa como culto. Conforme o Iphan, Tumba Junsara faz da mistura entre Angola e Brasil um caminho para manter suas referências culturais. Uma característica da Nação Angola, por exemplo, é a presença de um culto específico em reverência aos ancestrais indígenas.

Fonte: G1 Bahia
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