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quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Cigarro eletrônico causa polêmica e confunde quem usa

Foto: Reprodução
“O cigarro eletrônico foi criado pela indústria como uma tentativa para burlar as leis anti-tabagismo. Ele faz o mesmo malefício do cigarro comum que é produzido com tabaco e os danos são os mesmos tanto para o meio ambiente quanto para quem fuma e aqueles que estão próximos aos fumantes”. Esta resposta, simples e direta, é do pneumologista Francisco Hora Fontes, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia (Ufba) que defende o banimento definitivo do tabagismo na sociedade.

A indústria mente quando diz que o cigarro eletrônico não faz nenhum mal. Ele faz tanto mal, que a Organização Mundial de Saúde (OMS) não o recomenda sob hipótese alguma”. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa decidiu que: “Fica proibida a comercialização, a importação e propaganda de quaisquer dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como cigarros eletrônicos, e­cigarretes, e­ciggy, ecigar, entre outros.

Especialmente, os que aleguem substituição de cigarro, cigarrilha, charuto, cachimbo e similares no hábito de fumar ou objetivem alternativa no tratamento do tabagismo” Pesquisadores da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia garantem que o cigarro eletrônico é importante para quem deseja deixar de fumar. Mesma opinião tem o jornalista Tony Silva, 38 anos, que fumava cigarro comum, desde os 13 anos de idade. “Fumei cigarro eletrônico por 15 dias, no período da abstinência ao vício e lhe digo, com sinceridade, que ele foi essencial na minha mudança de hábito. Estou há mais de dois meses sem fumar e deixei de usar o cigarro eletrônico apenas por que o meu quebrou.

Ele caiu no chão e a canetinha se espatifou!” Vantagens Vários estudos científicos têm demonstrado que este dispositivo eletrônico apresenta enorme vantagens, em relação ao cigarro comum, por não possuir tabaco ou combustão, apresentando somente a nicotina. Aos que apregoam suas vantagens, as informações se repetem: Ele não compromete o olfato e o paladar; Não causa escurecimento dos dentes, inflamação das gengivas e mau hálito; Não causa envelhecimento da pele (rugas); Não deixa mau cheiro na pessoa que fuma e no ambiente em que ela está fumando; Não compromete o fôlego; Não causa pigarro ("catarro"); Não causa tosse crônica; Não promove risco de incêndio e Não polui o meio ambiente com bitucas.

Por sua vez, os especialistas enumeram outras vantagens: Não provoca doenças relacionadas ao cigarro de tabaco como: pneumonia, câncer (pulmão, bexiga, laringe, faringe, esôfago, boca, estômago), infarto de miocárdio, bronquite crônica, enfisema pulmonar, derrame cerebral, trombose, úlcera digestiva, impotência sexual, etc.; e Não expõe outras pessoas aos riscos da fumaça do tabaco (fumantes passivos) Revisão recente de 44 estudos realizada pelo Centro de Produtos do Tabaco da FDA concluiu que falta material que mostre o real impacto do cigarro eletrônico na saúde de seus usuários. Por isso mesmo, não se sabe ao certo, quais podem ser os efeitos colaterais do seu uso, nem mesmo se ele é contra-indicado a alguma pessoa.

Porém, é comum que alguns usuários relatem sintomas como dores de garganta ou falta de ar ao usarem algumas marcas desse dispositivo. Nicotina Inventado em 2003, por um farmacêutico chinês chamado Hon Lik, sob alegação de ser uma forma menos nociva de consumir a nicotina, evitando a eliminação de mais de 4.700 substâncias produzidas na queima do tabaco, o cigarro eletrônico entrou rapidamente na lista das polêmicas e que acaba confundindo a quem usa. A ideia principal do cigarro eletrônico é simular a sensação de um cigarro normal, mas usando apenas a nicotina, que é o elemento viciante do tabaco.

A nicotina é a substância responsável pelo vício causado pelo cigarro comum, por isso mesmo ele vem sendo largamente vendido como uma forma de deixar essa dependência para trás. Ele funciona com o uso de refis que nem sempre precisam conter nicotina em sua solução. Alguns desses refis têm sabores como chocolate, menta e morango, o que ajuda a se tornarem mais palatáveis ao gosto dos fumantes. A nicotina, nos refis, é diluída em líquidos específicos (como o propilenoglicol, por exemplo). Especialistas, em parar de fumar, dizem que temem que o cigarro eletrônico volte a fazer com que o número de tabagistas suba, por ser uma porta de entrada para o uso do cigarro convencional e, até mesmo, para outras substâncias aditivas, como o álcool.

Modelos O modelo clássico do cigarro eletrônico é visualmente muito parecido com o produto verdadeiro, ou seja, possui a mesma cor branca e amarela, o mesmo formato e até a ponta simula estar acesa quando tragado. Contudo, este modelo já caiu em desuso, dando lugar a "box mods", que têm o mesmo funcionamento do cigarro eletrónico semelhante ao cigarro normal, mas com temperatura e voltagem regulável, e, na maior parte dos casos, com pilha substituível. Atualmente, a maioria dos cigarros eletrônicos disponíveis para venda são reutilizáveis e contém peças de reposição e/ou recarregáveis.

Ele é constituído basicamente de três partes: uma bateria com alguns componentes eletrônicos, um vaporizador (também chamado atomizador) e um cartucho, sendo que funciona da mesma forma que os adesivos e chicletes de nicotina, entregando aos poucos esta substância ao fumante. Na maioria dos modelos, a bateria dos cigarros eletrônicos está ligada a um sensor que detecta a sucção realizada pelo usuário, a qual ativa o atomizador e inicia a vaporização do líquido contido no cartucho. Esse sensor ativa um LED (pequeno dispositivo luminoso), geralmente de cor laranja, localizado na ponta do cigarro. Com isso, o cigarro eletrônico simula muito bem o real ato de fumar.


Fonte: Tribuna da Bahia
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