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terça-feira, 9 de outubro de 2018

Coordenador diz que CBF analisa uso do VAR na reta final do Brasileirão e não vê erros

Foto: Bruno Giufrida
O coordenador do sistema de árbitro de vídeo no Brasil, Manoel Serapião Filho, admitiu nesta terça-feira que o sistema ainda pode ser utilizado na reta final do Campeonato Brasileiro.

Em entrevista num hotel em Belo Horizonte, cidade que recebe a primeira partida da final da Copa do Brasil, o dirigente disse que a CBF estuda a possibilidade e garantiu ser viável. – A CBF está pensando sobre isso e parece que está se reunindo. Isso vai depender da decisão da cúpula. Estamos prontos. À medida que a CBF decidir, estamos prontos.

Basta que tenhamos equipamentos. Vou sair daqui e vou para São Paulo exatamente para treinar mais uma equipe de árbitros para quando a CBF quiser colocar em todos os jogos da Série A, ainda esse ano se assim desejar, estarmos prontos – disse. O VAR tem sido utilizado desde as quatro partidas das quartas de final da Copa do Brasil.

Desde então, foi alvo de polêmica por causa de uma falta do zagueiro Edu Dracena, do Palmeiras, em cima do goleiro Fábio, do Cruzeiro, na arena alviverde. Na ocasião, o árbitro Wagner Reway paralisou o lance antes do término da jogada, que foi com o gol do zagueiro Antônio Carlos, para marcar a falta de Dracena. Serapião não fala de situações específicas, mas diz que não viu erros até agora na utilização do VAR. - No dia em que um árbitro de vídeo da CBF cometer um equívoco, nós seremos transparentes como somos hoje.

A gente comete equívoco na arbitragem, a comissão informa no site da CBF que aquela decisão foi equivocada por tais fundamentos. Assim vai ser com o árbitro de vídeo – completou. Numa análise interna, a comissão de arbitragem entende que Wagner Reway acertou porque o lance teria terminado quando Fábio solta a bola, e a partir daí se inicia uma nova jogada, que poderia, por exemplo, ter uma falta em cima do zagueiro Antônio Carlos, e não o gol, como aconteceu. Existe um protocolo e esse protocolo estabelecido pela Fifa e pela International Boarding, e a CBF, como uma entidade filiada, cumpre as diretrizes. Todo o treinamento, tudo o que está no protocolo.

Os limites, os lances que podem ser objetos de análise, os lances em que o árbitro pode acolher a decisão do árbitro de vídeo... Tudo isso é cumprido e está treinado. Os árbitros estão treinados. Sei que a imprensa tem curiosidade sobre lances, mas a CBF tem uma postura institucional e ética de não comentar lances. O que esperamos é que os árbitros, que estão bem treinados, respondam ao protocolo. Precisamos ter duas considerações: é um processo novo, embora estejamos bem habilitados, e é um ser humano que está ali. Seguindo as diretrizes do protocolo, com certeza não erraremos.

Fonte: GE
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