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quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Buscas seguem pelo 7º dia em Brumadinho

Foto: Raquel Freitas
Foram retomadas por volta das 4h desta quinta-feira (31) as buscas por vítimas do rompimento de uma barragem da mineradora Vale em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG). Até o fim da tarde de quarta, 99 corpos foram resgatados e 259 pessoas continuavam desaparecidas, segundo a Defesa Civil. Dos 99 mortos confirmados até agora, 67 foram identificados. O número de pessoas desalojadas subiu de 135 para 175, segundo o governo de Minas Gerais.

Pela manhã, pelo menos 5 corpos foram encontrados e levados ao Instituto Médico Legal (IML). O governo de Minas Gerais informou que a água do Rio Paraopeba, atingida pelos rejeitos, oferece risco à saúde, e orientou a população a manter uma distância de 100 metros da margem. A nota não detalha qual é o risco. As buscas serão concentradas no refeitório da Vale e na área da pousada, segundo informações do Corpo de Bombeiros.

Nesta fase das buscas um balão é usado para ajudar a monitorar a área atingida pela lama. Por causa da forte chuva que atingiu Brumadinho na quarta-feira (30), e chegou a interromper pontualmente os trabalhos de resgate, a lama voltou a ficar mole na região. A lama mais fofa prejudica e dificulta as buscas pelas vítimas. A barragem de rejeitos, que ficava na mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, se rompeu na sexta-feira (25). O mar de lama varreu a comunidade local e parte do centro administrativo e do refeitório da Vale. Entre as vítimas, estão pessoas que moravam no entorno e funcionários da mineradora.

A vegetação e rios foram atingidos. Nesta quinta-feira, os israelenses que reforçavam o trabalho dos bombeiros brasileiros deixaram os trabalhos de resgate. O grupo chegou no domingo (27), com 16 toneladas de equipamentos. Reforços de outros estados devem chegar para ajudar nas buscas. Também nesta quinta, técnicos da Vale devem terminar a barreira de contenção no rio Paraopeba para evitar o avanço da lama.

Bombeiros passaram a usar máscaras para conseguir suportar o mau cheiro dos corpos em decomposição. De acordo com a assessoria de comunicação dos bombeiros, as máscaras de proteção têm dupla função: evitar a inalação de resíduos tóxicos e dos equipamentos que os bombeiros usam nas buscas e, também, que os soldados sintam o mau cheiro tão intensamente.

As famílias de vítimas da tragédia vão receber R$ 100 mil da Vale, independentemente de eventuais indenizações. O dinheiro deve estar disponível nos próximos três dias. As famílias que têm direito à doação devem ir a um dos postos de atendimento criados pela Vale, a Estação de Conhecimento e o Centro Comunitário de Feijão, a partir das 14h desta quinta.

Fonte: G1
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