Analytics

menu

Image Map

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Mulher trans se revolta após ser tratada como homem durante abordagem da PM em Salvador

Foto: Reprodução
Um caso de transfobia, que teria sido cometido por policias militares em Salvador, ganhou repercussão nas redes sociais neste final de semana. A jovem trans Alana Marchiori fez um desabafo em seu perfil oficial do Instagram onde afirma ter recebido tratamento igual ao dos homens durante uma abordagem da PM-BA, na última quarta-feira (3), nas proximidades do Salvador Shopping.

Em um vídeo compartilhado com seus seguidores na rede social, ela se mostrou indignada ao dizer ter sido obrigada pelos militares a desembarcar o ônibus para revista, enquanto outras mulheres permaneceram no coletivo. “Sofri transfobia e foi uma sensação horrível, compartilho com vocês a decepção e constrangimento que passei na tarde de quarta feira onde houve uma abordagem em um ponto de ônibus no coletivo que eu estava, o local foi perto do Salvador shopping, e simplesmente ele colocou todos os homens para descer do ônibus e eu a única mulher que no caso o policial me tratou no masculino”.

Em nota divulgada pela PM-BA, a corporação afirma não ter tido conhecimento do ocorrido, mas que será investigado e se constatado será instaurado, de imediato, feito investigatório com objetivo de estabelecer autoria e materialidade.

A PM-BA ainda destaca que a instituição não coaduna com qualquer conduta que tenha caráter discriminatório. A Polícia Militar da Bahia ressalta que não coaduna com qualquer conduta que tenha caráter discriminatório e recomenda que seja realizado um registro junto a Ouvidoria através do portal www.pm.ba.gov.br, ou do telefone 0800 284 0011, ou ainda que a (o) cidadã (o) compareça à sede da Corregedoria Geral situada à Rua Amazonas, 13, na Pituba para informar maiores detalhes sobre o ocorrido e a denúncia possa ser apurada.

É importante destacar ainda que a abordagem policial tem como objetivo a prevenção e segurança da população respeitando a dignidade e o reconhecimento do direito da pessoa, mas que as circunstâncias em relação ao momento da atuação do policial também devem ser analisadas.

Fonte: Voz da Bahia 
Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Facebook