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terça-feira, 8 de outubro de 2019

Programa ReDes beneficia comunidades quilombolas no Recôncavo Baiano

Fotos: Divulgação
A Votorantim Energia, por meio de parceria entre o Instituto Votorantim e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), desenvolve o Programa ReDes no Recôncavo Baiano e beneficia cerca de 50 pessoas de duas comunidades quilombolas em Maragojipe e Cachoeira com duas iniciativas que estão em estágio de incubação, recebendo apoio para viabilizar protótipos de modelos de negócios.

Os projetos “Cultivando Ostras” – realizado pela Associação dos Pescadores e Marisqueiras Remanescentes de Quilombos da Enseada do Paraguaçu, em São Roque do Paraguaçu (Maragojipe) – e “Unidos Venceremos” – da Associação de População Tradicional, de São Francisco do Paraguaçu (Cachoeira) – estão em andamento e serão avaliados no fim do ano, com a possibilidade de serem incluídos para apoio dos modelos de negócio testados em 2019.

“As primeiras ações dos projetos incubados trouxeram bons resultados, fortalecendo a proposta da Votorantim Energia de valorizar os produtores locais, gerar emprego e renda. As comunidades quilombolas têm uma rica bagagem cultural e de costumes, e o resgate de atividades tradicionais também traz orgulho para as famílias”, afirma Dejair Silva de Lima, gerente de operações da Usina Pedra do Cavalo.

A ação em Maragojipe inclui a instalação de um viveiro para produção de ostras e a viabilização de vendas coletivas para o grupo, formado em sua maioria por mulheres, que vivem nas proximidades do rio, onde o acesso principal é por meio de barcos. O sistema de travesseiros e berçário já foi instalado e as ostras estão crescendo, com manejo semanal das 28 participantes da associação e acompanhamento de bióloga contratada pela Votorantim.

“A comunidade sempre capturou as ostras direto no manguezal, mas acabava prejudicando a natureza. Tínhamos a vontade de cultivar respeitando o meio ambiente, e o suporte da Votorantim foi fundamental, sem ele não conseguiríamos. A fase de incubação está sendo importante para amadurecer o projeto. Esperamos aumentar a renda em 30%, pois da forma que estamos cultivando as ostras ficam maiores e o valor comercial melhora. Estamos confiantes em entrar para o ReDes, para conseguir aumentar a estrutura e fazer o beneficiamento do produto”, diz Atanildes Matos, presidente da Associação dos Pescadores e Marisqueiras Remanescentes de Quilombos da Enseada do Paraguaçu.
Segundo ela, as ostras estão no berçário há cerca de cinco meses, e a previsão é de fazer a primeira colheita agora em outubro.

Em Cachoeira, o projeto de aquaponia é uma iniciativa inovadora na região. O sistema de produção de alimentos combina a criação de peixes com hortaliças. No local, a água do tanque das tilápias é utilizada para produção de hortaliças hidropônicas, aproveitando a matéria orgânica como “adubo”, com a água limpa voltando para o tanque dos peixes, em um sistema fechado de reaproveitamento da água. A primeira colheita de hortaliças para comercialização foi realizada em agosto e o grupo continua realizando o manejo diariamente.

“O apoio da Votorantim Energia foi importante, com suporte financeiro e técnico para colocar em prática uma ideia antiga dos pescadores. As chuvas atrapalharam um pouco e a primeira colheita foi só de hortelã, mas estamos esperando colher em outubro as 120 mudas de coentro e alface e, em dezembro, poderemos vender as tilápias. São novas fontes de renda para nós”, afirma Verônica Ferreira Soares, da Associação de População Tradicional.

Projetos na região

Neste ano, Maragojipe recebeu pela primeira vez ações do programa, que tem o objetivo de estimular o desenvolvimento sustentável local, fornecendo apoio técnico e financeiro para o fortalecimento de cadeias produtivas inclusivas capazes de gerar renda. Os projetos, que contaram com a participação das comunidades no processo de seleção, beneficiam 87 famílias.

As iniciativas contempladas foram a “Consolidação da Agroindústria Familiar do Brinco” – que busca o fortalecimento da agroindústria local que comercializa derivados de aipim e inhame para organização da gestão e expansão de mercado - e a “Compra Coletiva de Insumos e Assistência Técnica da Quizanga”, - projeto de agricultura familiar, que está fomentando o fortalecimento da associação à partir do planejamento participativo de produção e vendas coletivas, para além da diversificação dos produtos comercializados, com a introdução de frutíferas - selecionadas com base em um diagnóstico prévio realizado por equipes da Usina Pedra do Cavalo.

O ReDes

O Programa ReDes foi criado em 2010, fruto da parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Atualmente, também conta com o Fundo Multilateral de Investimentos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID – Fumin).

Em 2018, o ReDes esteve presente em 34 municípios, que geraram mais de R$ 8,5 milhões de renda a partir dos 33 projetos apoiados. Sua atuação é voltada às localidades com baixos indicadores econômicos e alta vulnerabilidade social inseridas na área de influência das empresas investidas da Votorantim.
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