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quinta-feira, 25 de junho de 2020

Viva ao 25 de Junho de Cachoeira! Entenda:

Foto: Divulgação 
0 25 junho de 1822 representa o marco de conquistas e ideais movidos por um sentimento libertador do julgo português. Esse movimento de cunho popular, que deu o 1° passo para a Independência do Brasil, mostra o grande anseio do povo cachoeirano, que, com apoio das principais Vilas do Recôncavo, lutou pela Independência brasileira contra a coroa portuguesa, para que o País conquistasse a sua liberdade. A partir daí, nascia uma nova perspectiva diante de um processo de formação de valores e fortalecimento da identidade nacional.

Um dos pontos que evidencia essa ruptura com Portugal é a aclamação do Príncipe D. Pedro I como regente do Brasil. Podemos destacar figuras dentro desse contexto histórico e da memória cultural que, reunidos na Casa de Câmara e Cadeia, anunciavam o resultado da consulta feita ao povo, em proclamar D. Pedro de Alcântara regente constitucional e defensor perpétuo do Brasil. São eles: José Pacheco de Aragão, Antônio de Castro Lima, Rodrigo Antônio Falcão Brandão, José Fiúza de Almeida, Francisco Gê Acaiaba de Montezuma.

Os Cachoeiranos proclamaram uma Junta Conciliatória de Defesa para o governo da cidade. O primeiro combate foi pela tomada da embarcação que, cercada, resistiu até a captura dos sobreviventes em 28 de Junho. Contudo, os Cachoeiranos reuniram-se na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário para celebrar o primeiro Te Deum por um Brasil Livre. Ato que se repete a cada ano no reforço à memória do 25 de Junho, e de heróis como Catarina Paraguassú, Maria Quitéria, Joana Angélica, Tambor Soledade e tantos que lutaram em prol da nossa libertação.

Os carros do Caboclo e da Cabocla representam a nossa etnia, especificamente a indígena. Os índios tiveram importante participação no movimento libertador, além de terem sido os verdadeiros donos das terras brasileiras.

Após esse longo processo histórico, em 1837 a então Vila de Nossa Senhora do Rosário do Porto da Cachoeira, a mais rica, bela e importante do País, foi elevada à categoria de cidade, em 13 de Março de 1837, com o título de Heroica. E, em 18 de janeiro de 1971, através do Decreto n° 68.045, recebeu o título de Cidade Monumento Nacional.

Em reconhecimento desse importante legado histórico e cultural, o Governo da Bahia transfere anualmente, a sede da capital para Cachoeira no dia 25 de junho. Ato previsto na Lei n° 10.695/07, como homenagem do Estado da Bahia à Cidade Heroica da Cachoeira. A consagração da Independência do Brasil na Bahia se deu em 02 de julho de 1823, com o fim da batalha contra os portugueses.

O 25 de Junho deve ser visto por nós, Cachoeiranos, como um estímulo à renovação dos nossos ideais, bem como a formação de um processo de construção dos novos atores sociais. Sem perder de vista os valores culturais, mesmo diante da conjuntura socioeconômica e das práticas do nosso cotidiano, devemos utilizar as ferramentas atuais como bases elementares para o desenvolvimento de ações que visem uma perspectiva dos avanços para uma nova concepção de vida e de mundo dentro de nossa amada Cachoeira.
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