Diário da Notícia | Recôncavo Baiano - Rubem Júnior
Foto: Reprodução
A meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Cláudia Valéria da Silva, explicou que a imagem embaçada vista pelos soteropolitanos na manhã de hoje (22) não é neblina. Segundo ela, o fenômeno ocorrido em Salvador tem uma intensidade mais leve e é caracterizado como névoa úmida. 

"Quando o fenômeno tem uma menor intensidade, que é o caso de Salvador, onde a visibilidade fica turva, mas não muito prejudicada - a população pode seguir a vida, não precisa fechar aeroportos e parar veículos na estrada - é chamado de névoa úmida. Só quando a densidade fica maior e a visibilidade é muito afetada, é neblina", esclareceu a meteorologista.

A especialista informou que o fenômeno aconteceu em toda a cidade e pôde ser visualizado, no início do dia, nas duas estações monitoradas pelo Inmet na capital baiana, em Ondina e na Base Naval de Aratu. "Ele acontece geralmente durante madrugada, no inicio do dia, até ter uma maior luminosidade e esquentamento do solo". 

 Apesar de ser mais rara na capital baiana, é comum que a névoa seja observada em regiões litorâneas. "Isso pode acontecer durante o outono, mas é mais frequente no inverno, principalmente na faixa litorânea. A gente consegue ver mais nas baixadas da região metropolitana e na chapada - aqui em Salvador é pouco frequente", afirmou Cláudia. 

O fenômeno acontece devido à alta umidade causada por chuvas. De acordo com a especialista do Inmet, os próximos dias terão o céu nublado e precipitações, mas é improvável que a névoa seja novamente observada. "Ocorre depois de vários dias com chuvas, com a temperatura mais amena, ventos fracos e uma quantidade de umidade disponível por mais horas. Pode acontecer novamente porque a umidade continua alta, mas é pouco provável por conta das chuvas", disse a meteorologista.

Fonte: Metro 1

Facebook