Um dos principais temas discutidos foi o restauro das pinturas artísticas que compõem o acervo do terreiro, incluindo obras produzidas pelo fundador Miguel Ângelo Barreto
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| Foto Divulgação |
A agenda contou com a presença de uma equipe multidisciplinar, liderada por Mãe Lúcia, liderança espiritual do terreiro e coordenadora geral do projeto, e composta por profissionais das áreas de arquitetura, engenharia, restauração artística, eletrotécnica, fotografia e gestão. A reunião também teve acompanhamento do Babalossain Gilmar, reforçando a união entre rigor metodológico e respeito às tradições da casa.
Restauro das pinturas e obras do fundador Miguel Ângelo
Um dos principais temas discutidos foi o restauro das pinturas artísticas que compõem o acervo do terreiro, incluindo obras produzidas pelo fundador Miguel Ângelo Barreto, figura central na construção simbólica e estética do terreiro. As diretrizes apresentadas pela arquiteta Josane Oliveira e pelo restaurador Léo Pessoa reforçam que as intervenções seguirão princípios de preservação histórica, com ações mínimas e criteriosas.
A proposta é preservar as marcas do tempo e intervir apenas em trechos necessários para garantir estabilidade e leitura visual, sem alterar símbolos, caligrafias ou grafismos originais.
A equipe também iniciará um levantamento de referências, como fotografias antigas, registros do IPAC e acervos familiares, para orientar recomposições quando indispensáveis, sempre evitando qualquer reconstrução inventada.
Preservação como compromisso com a ancestralidade
As ações integram a proposta maior do projeto: garantir a preservação de um patrimônio vivo, que guarda a memória de seu fundador, Miguel Ângelo, e a trajetória do Terreiro Loba’Nekun, referência da tradição nagô na região.
O projeto reafirma seu compromisso com a salvaguarda do patrimônio afro-brasileiro, unindo conhecimento técnico, participação da comunidade e respeito profundo à ancestralidade que sustenta o terreiro.
O Projeto “Ilê Axé Loba’Nekun - Memória e preservação da raiz ancestral nagô” foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado via PNAB, direcionada pelo Ministério da Cultura - Governo Federal.
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