Se os testes confirmarem a segurança e os benefícios esperados, o medicamento poderá representar um marco na medicina regenerativa brasileira e abrir caminho para novos tratamentos
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| Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil |
O estudo teve início em 1997 e é conduzido por uma equipe da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), liderada pela pesquisadora Tatiana Coelho-Sampaio, professora doutora da instituição. Há cerca de três anos, os cientistas aguardavam a autorização para avançar à fase clínica. Com o aval da Anvisa, a substância chamada polilaminina deixa o ambiente acadêmico e passa a ser testada em humanos.
Nesta primeira fase, os testes irão avaliar principalmente a segurança do medicamento, além de possíveis reações adversas. Apenas após essa etapa será possível analisar com mais profundidade sua eficácia terapêutica.
Em entrevista a Globo News, a pesquisadora destacou o otimismo cauteloso da equipe:
“Acho que já está muito próximo de a gente chegar num tratamento, mas claro que gostaríamos de estender isso a quem tem lesão há mais tempo. São chamadas lesões crônicas, de meses, anos. Isso vai depender dos resultados obtidos daqui pra frente”, afirmou Tatiana Coelho-Sampaio.
Se os testes confirmarem a segurança e os benefícios esperados, o medicamento poderá representar um marco na medicina regenerativa brasileira e abrir caminho para novos tratamentos voltados à recuperação de funções motoras em pacientes com lesões medulares.
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