Período do Defeso do Caranguejo-Uçá é iniciado no Recôncavo Baiano

A “andada” é a fase reprodutiva do caranguejo-uçá, quando os animais deixam suas tocas para o acasalamento

Foto: Divulgação 
O município de Maragogipe, no Recôncavo Baiano, segue, a partir deste mês, o Período do Defeso do Caranguejo-Uçá, conforme determina o Decreto Federal nº 6.514/2008, que estabelece a proibição da captura, transporte e comercialização da espécie durante os períodos conhecidos como “andada”.

A “andada” é a fase reprodutiva do caranguejo-uçá, quando os animais deixam suas tocas para o acasalamento, fenômeno que ocorre principalmente durante as fases de Lua Cheia e Lua Nova. Nesse período, os caranguejos ficam mais vulneráveis, o que torna essencial a adoção de medidas de proteção para garantir a reprodução da espécie e a preservação dos manguezais.

Segundo especialistas ambientais, o respeito ao defeso é fundamental não apenas para a manutenção do equilíbrio ecológico, mas também para a sustentabilidade econômica das comunidades tradicionais, que dependem diretamente da coleta do caranguejo para sua subsistência.

📅 Datas do Defeso em 2026

Em Maragogipe, o defeso do caranguejo-uçá ocorre nas seguintes datas:

Janeiro

04 a 09 de janeiro (Lua Cheia)

19 a 24 de janeiro (Lua Nova)

Fevereiro

02 a 07 de fevereiro (Lua Cheia)

18 a 23 de fevereiro (Lua Nova)

Março

04 a 09 de março (Lua Cheia)

19 a 24 de março (Lua Nova)

Durante esses períodos, qualquer atividade relacionada à exploração do caranguejo-uçá é considerada infração ambiental, estando o infrator sujeito a multas, apreensão de material e outras sanções previstas em lei.

Preservação e consciência ambiental

Órgãos ambientais reforçam que a colaboração da população é essencial para o sucesso do defeso. Denúncias de práticas ilegais podem ser feitas aos canais oficiais de fiscalização ambiental.

A proteção do caranguejo-uçá representa também a proteção dos manguezais, ecossistemas fundamentais para a biodiversidade, para o controle da erosão costeira e para a sobrevivência de diversas espécies marinhas.

Preservar hoje é garantir o sustento e a vida no mangue amanhã, assegurando que as futuras gerações possam continuar vivendo da pesca e da mariscagem de forma responsável e sustentável. Informações do Diário da Notícia.

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