O ex-apoiador afirmou que não deixou o grupo político por vontade própria, mas que teria sido “traído” por integrantes da administração municipal
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| Eliana Gonzaga e o poeta Quirino |
Quirino, que afirma ter sido um dos articuladores das campanhas eleitorais que levaram Eliana à Prefeitura, declarou que teve papel ativo desde a pré-campanha, participando da estratégia de comunicação, organização de lives e mobilização popular. Segundo ele, chegou a dormir na residência da então candidata durante o período eleitoral por falta de recursos da campanha.
“Eu não rompi. Eu fui traído. Há uma grande diferença entre romper e ser traído”, afirmou.
Segundo Quirino, foi ele quem incentivou a ida de Eliana para o Partido dos Trabalhadores (PT), decisão que, na avaliação dele, foi determinante para a vitória eleitoral.
Críticas ao marido da prefeita
Grande parte das declarações do ex-apoiador foi direcionada ao presidente da Câmara Municipal e marido da prefeita, Josmar Barbosa. Quirino o acusa de centralizar decisões e interferir na gestão municipal.
“O presidente da Câmara tem que fazer o papel dele. Ele é vereador, não é prefeito”, declarou.
O poeta também afirmou que divergências internas, disputas políticas e supostas perseguições teriam motivado seu afastamento definitivo da gestão.
Acusações e alerta público
Em tom emocional, Quirino fez um alerta direto à prefeita:
“Eliana, minha filha, abra seu olho que a senhora vai ser traída.”
Ele ainda declarou que teme possíveis desdobramentos políticos dentro do próprio grupo da prefeita e afirmou que, a partir de agora, passa a integrar o campo da oposição. Segundo ele, lideranças políticas já estariam dialogando para a construção de um novo cenário após o período do Carnaval.
Novo posicionamento político
Questionado sobre qual grupo político deve integrar, Quirino afirmou que mantém conversas com diferentes lideranças e que a definição ocorrerá nos próximos meses.
“Depois do Carnaval a gente decide os novos rumos para Cachoeira”, disse.
Espaço aberto
A reportagem deixa espaço aberto para manifestação da prefeita Eliana Gonzaga e do presidente da Câmara, Josmar Barbosa, caso queiram se pronunciar sobre as declarações.
O caso amplia o debate sobre os bastidores da política em Cachoeira e evidencia possíveis tensões dentro da atual administração municipal.
Ouça a entrevista completa:
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