A investigação envolve supostas irregularidades e fraudes no Banco Master, instituição que foi liquidada pelo Banco Central
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| Foto: Gustavo Moreno/SCO/STF |
O que aconteceu
Durante a análise do aparelho celular de Vorcaro, apreendido pela PF, investigadores localizaram referências ao nome de Dias Toffoli. Diante do material encontrado, a Polícia Federal solicitou a Fachin que seja declarada a suspeição de Toffoli para atuar como relator do caso no STF.
A suspeição é um instrumento jurídico utilizado quando há questionamento sobre a imparcialidade de um magistrado em determinado processo. Com base nesse pedido, Fachin determinou a notificação de Toffoli para que apresente esclarecimentos formais sobre os fatos e eventual ligação com o empresário investigado.
Sobre o inquérito
A investigação envolve supostas irregularidades e fraudes no Banco Master, instituição que foi liquidada pelo Banco Central. O caso trata de operações financeiras de grande porte, com movimentações bilionárias, e vem sendo acompanhado de perto por autoridades e pelo mercado financeiro.
O pedido da PF busca avaliar se existem elementos que possam comprometer a imparcialidade de Toffoli na condução do processo, caso permaneça como relator.
Posicionamento de Toffoli
Em nota, o gabinete do ministro Dias Toffoli afirmou que a Polícia Federal não possui legitimidade jurídica para requerer sua suspeição, uma vez que não é parte formal no processo.
O ministro também classificou as menções encontradas como “ilações” e informou que prestará os devidos esclarecimentos diretamente ao presidente da Corte. Segundo manifestações já divulgadas, Toffoli nega ter recebido qualquer pagamento ou manter relação pessoal com Daniel Vorcaro ou com seus associados.
Controvérsias
O caso já vinha cercado de questionamentos. Toffoli tem sido alvo de críticas relacionadas a decisões consideradas atípicas no andamento do processo, ao tratamento sigiloso de parte dos autos e a possíveis contatos com pessoas ligadas ao Banco Master.
Veículos de imprensa também noticiaram informações sobre relações financeiras indiretas, como investimentos envolvendo familiares e viagens com advogados que teriam conexão com o caso — pontos que ainda não configuram comprovação de irregularidade, mas que ampliaram o debate público sobre a condução da investigação.
Próximos passos
Após receber a manifestação de Toffoli, caberá ao ministro Edson Fachin analisar os esclarecimentos apresentados e decidir se o magistrado permanece como relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal.
A decisão poderá influenciar os rumos da investigação e o andamento do processo na mais alta Corte do país.
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