Segundo a Polícia Civil, o caso está sob investigação para apuração completa das circunstâncias e da motivação do crime.
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| Foto: Divulgação |
O autor do ataque foi identificado como João Júnior, estudante do curso de Direito da instituição. Segundo a Polícia Civil, o caso está sob investigação para apuração completa das circunstâncias e da motivação do crime.
De acordo com informações divulgadas pelo G1, o suspeito afirmou que, um dia antes do ataque, teria recebido da professora um doce de amendoim acompanhado de uma faca, que foi utilizada no homicídio. A versão apresentada pelo estudante está sendo analisada pelos investigadores.
Conforme o registro policial, Juliana foi atingida por golpes de faca na região torácica, com duas perfurações nos seios, além de uma laceração no braço direito. A arma utilizada no crime foi encontrada na sala de aula e apreendida pela polícia.
Em depoimento, João Júnior alegou que mantinha um relacionamento amoroso com a professora e que teria ficado “emocionalmente abalado” ao perceber o afastamento dela e ao descobrir que Juliana havia retomado contato com um ex-companheiro. Essa versão também é objeto de investigação por parte da Polícia Civil.
Ainda segundo o boletim de ocorrência, o suspeito teria esperado ficar sozinho com a professora em sala de aula para discutir o suposto relacionamento. Durante a conversa, afirmou ter sido “tomado por intensa raiva”, momento em que desferiu diversos golpes de faca contra a vítima e tentou fugir do local.
A tentativa de fuga foi interrompida por um aluno da instituição que também é policial militar. Ele relatou que estava em uma sala ao lado quando ouviu gritos e o barulho de cadeiras sendo quebradas. Ao sair, encontrou a professora gravemente ferida e o suspeito tentando escapar. O policial perseguiu o agressor, conseguiu imobilizá-lo e deu voz de prisão até a chegada das autoridades.
Natural de Salvador (BA), Juliana Santiago estudou em um colégio particular da capital baiana. Em nota de pesar, a instituição onde ela foi aluna lamentou a morte e prestou solidariedade à família:
“Hoje nos unimos em luto pela perda de Juliana Santiago, nossa ex-aluna, que fez parte da nossa comunidade durante a infância e a adolescência.”
A nota também destacou a trajetória profissional da professora e o impacto da violência:
“Conforme noticiado pela imprensa, Juliana, que atuava como professora de Direito, perdeu a vida em um episódio de violência ocorrido no exercício de sua trajetória profissional, em Porto Velho (RO).”
“Sua partida nos entristece profundamente e reforça a urgência de cuidarmos da vida, das relações e do outro.”
"Nossa solidariedade à família, aos amigos e a todos que sentem essa dor. Que a memória de Juliana seja preservada com respeito, e que a violência nunca seja naturalizada.”
O corpo de Juliana Santiago foi transladado de Rondônia para a Bahia, onde ocorreu o velório e a cremação do corpo da baiana no Cemitério Jardim da Saudade, no bairro de Brotas. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil de Rondônia.
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