A prefeita ressaltou que a Prefeitura já tem atuado na limpeza de canais e riachos, mas que o problema envolve múltiplos fatores
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| Foto: Reprodução | Rede Bahia |
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Segundo a gestora municipal, a situação na área é complexa devido à geografia do local, caracterizada por terreno íngreme, o que favorece o escoamento rápido das águas pluviais em direção às casas.
“Neste local a questão é mais complexa, diante da geografia do terreno, que é mais íngreme. Em uma fazenda que hoje é de propriedade do ex-ministro João Roma, a quem chamo atenção nesse momento, ele precisa se posicionar. Porque a água desce nesse local. A fazenda, quando ele adquiriu, veio com esse problema. Ele precisa assumir essa responsabilidade enquanto ser humano, proprietário, mas também como político”, declarou a prefeita.
Suposta intervenção teria agravado situação
De acordo com Eliana Gonzaga, informações apontam que existe uma barragem na propriedade e que teria sido realizado um serviço que abriu uma vala, canalizando a água para uma área que desemboca no fundo das residências em Três Riachos.
“Segundo informações, lá existe uma barragem. Houve um suposto serviço realizado na fazenda que abriu uma vala que desemboca no fundo das casas nos Três Riachos. Não é a única coisa responsável, mas agrava a situação”, afirmou.
A prefeita ressaltou que a Prefeitura já tem atuado na limpeza de canais e riachos, mas que o problema envolve múltiplos fatores, incluindo intervenções em áreas privadas e o descarte irregular de lixo.
Apelo à população
Durante a declaração, a gestora também fez um apelo aos moradores para que não descartem resíduos no leito do riacho, prática que, segundo ela, contribui diretamente para os alagamentos.
“Peço mais uma vez a compreensão da população que não jogue lixo no riacho. Já retiramos colchões, geladeira, fogão, restos de eletrodomésticos, dentre outros objetos que obstruem a passagem da água, que segue o seu rumo”, destacou.
Eliana Gonzaga enfatizou ainda que os impactos das chuvas intensas refletem, em parte, ações humanas ao longo do tempo.
“Não podemos contrariar a natureza, que ao ser agredida responde dessa forma, ocasionando tragédias”, concluiu.
Até o momento, o ex-ministro João Roma não havia se manifestado publicamente sobre as declarações. O espaço segue aberto para posicionamento.
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