Servidor da UFRB é condenado após amputar o próprio pé e parte da perna para tentar receber R$ 1,5 milhão em seguros

Justiça concluiu que houve tentativa de fraude contra seguradoras; caso teve grande repercussão pela gravidade da mutilação e pelos valores envolvidos

Imagem criada pelo Diário da Notícia com IA
Um servidor vinculado à Universidade Federal do Recôncavo da Bahia foi condenado pela Justiça após amputar o próprio pé em uma tentativa de obter aproximadamente R$ 1,5 milhão em indenizações de seguros. O caso, que ocorreu na Bahia, ganhou repercussão nacional pela complexidade da fraude e pela gravidade da lesão provocada pelo próprio autor.

De acordo com informações do processo, o homem contratou quatro apólices de seguro de vida e acidentes pessoais entre os meses de junho e julho de 2019. Pouco tempo depois, ele procurou as seguradoras alegando ter sido vítima de um assalto seguido de mutilação em uma estrada rural.

A versão apresentada, no entanto, levantou suspeitas entre as empresas responsáveis pelas apólices, principalmente devido ao curto período entre a contratação dos seguros e o suposto crime. Diante das inconsistências, foram iniciadas investigações para apurar as circunstâncias do ocorrido.

Durante a apuração, laudos periciais apontaram que a amputação não apresentava características compatíveis com uma ação criminosa violenta, como relatado pelo servidor. Os especialistas concluíram que as evidências indicavam um procedimento planejado, contrariando a narrativa de que a lesão teria sido provocada por assaltantes.

Com base nas provas reunidas, a Justiça entendeu que houve tentativa de fraude para obtenção indevida das indenizações previstas nos contratos de seguro. O acusado foi condenado pelo crime de estelionato.

A defesa recorreu da decisão, mas o entendimento foi mantido pelas instâncias superiores. A pena fixada foi de dois anos de prisão, posteriormente substituída por medidas restritivas de direitos, conforme prevê a legislação para casos específicos.

O episódio chamou a atenção em todo o país pela dimensão da fraude e pelas consequências físicas permanentes sofridas pelo próprio condenado. O caso também reacendeu debates sobre os mecanismos de controle utilizados pelas seguradoras para identificar tentativas de fraude e proteger o sistema de indenizações.

Apesar da condenação, o nome do servidor continua associado a um dos casos mais incomuns já registrados no estado envolvendo seguros e estelionato, tornando-se referência em discussões jurídicas sobre fraudes contra instituições financeiras e seguradoras.

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