Crime contra o patrimônio: Chafariz Imperial de Cachoeira é desfigurado

"Intervenções sem projeto técnico e sem autorização do IPHAN, previstas no Art. 62 e 63 da Lei 9.605/98, configuram crime de dano ao patrimônio tombado".
*Por Alzira Costa
No mês em que se comemora o Dia Nacional do Patrimônio Cultural, celebrado em 17 de agosto, na cidade histórica de Cachoeira, tombada como Monumento Nacional pelo IPHAN em 1971, uma intervenção bizarra no Chafariz Imperial está provocando indignação por parte de restauradores profissionais, preservacionistas e historiadores.

Um arremedo de restauração irresponsável desfigurou as máscaras do Chafariz. 

Apesar de funcionar em Cachoeira um escritório do IPHAN, as intervenções destruidoras do patrimônio arquitetônico seguem em ritmo acelerado. Nem o IPHAN, nem o IPAC têm contribuído para preservar a integridade do sítio histórico de Cachoeira.

O chafariz antes da intervenção bizarra realizada pela prefeitura de Cachoeira 
Construído em 1781 e reformado em 1827, o Chafariz Imperial está localizado na Praça Dr. Aristides Milton. Foi o principal ponto de abastecimento de água da cidade até o início do século XX. 

Sua maior relevância histórica está ligada à Independência do Brasil. Em 1822 foi ponto de encontro dos independentistas cachoeiranos, que fizeram de Cachoeira a primeira Vila do país a se rebelar contra Portugal.

Tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 09 de agosto de 1939, é um dos símbolos máximos do Recôncavo.

Respeitem a história. Respeitem Cachoeira.

*Alzira Costa é jornalista, moradora de Cachoeira, no Recôncavo Baiano.

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