Delegado de Cachoeira destaca mais de 280 inquéritos enviados à Justiça em dois anos e alerta para golpes com inteligência artificial

Tales Amaro também cita dezenas de prisões, atuação conjunta com a Polícia Militar, combate à violência doméstica e reforça importância das denúncias da população.

Foto: Adriano Rivera/Diário da Notícia 
O delegado de Polícia Civil Tales Amaro completou dois anos de atuação à frente da Delegacia Territorial de Cachoeira e fez um balanço do período durante entrevista ao programa Diário da Notícia, em conversa com o repórter Adriano Rivera.

Segundo o delegado, a atuação no município tem sido marcada por desafios, mas também por resultados considerados importantes no trabalho de investigação e combate à criminalidade. Durante a entrevista, Tales Amaro informou que, nesse período, foram mais de 280 inquéritos policiais remetidos à Justiça, além de dezenas de prisões.

Entre os casos que resultaram em prisões, o delegado citou investigações envolvendo crimes de estupro, tráfico de drogas, homicídios e estelionato.

Aproximação com a população

Tales Amaro também destacou a importância da aproximação entre a Polícia Civil e os moradores de Cachoeira. Segundo ele, a confiança da população tem contribuído para o recebimento de informações que auxiliam nas investigações.

O delegado ressaltou que a polícia depende de informações para avançar na apuração dos crimes e orientou os moradores a procurarem a unidade policial sempre que tiverem conhecimento de alguma situação que possa contribuir com uma investigação.

Violência contra mulheres e crianças

Durante a entrevista, o delegado também foi questionado sobre os índices de violência contra mulheres e crianças.

Tales Amaro afirmou que os casos de violência doméstica contra a mulher continuam sendo uma preocupação e defendeu que as vítimas procurem ajuda e denunciem situações de violência, ameaça ou descumprimento de medidas protetivas.

Ele citou ainda a importância da atuação de órgãos de apoio às vítimas, como o CRAM, e reforçou que a denúncia pode ser feita diretamente na delegacia.

O delegado também lembrou que, logo no início de sua atuação em Cachoeira, a Polícia Civil realizou a prisão de um investigado por descumprimento de medidas protetivas.

Denúncias e atendimento reservado

Outro ponto abordado foi o receio de moradores em procurar a polícia, principalmente em situações relacionadas a organizações criminosas ou investigados considerados perigosos.

Tales Amaro afirmou que qualquer pessoa pode procurar a delegacia para registrar uma ocorrência ou simplesmente buscar orientação, inclusive de maneira reservada.

Além do atendimento presencial, ele citou o Disque Denúncia 181, canal oficial para o recebimento de denúncias anônimas da área de segurança pública.

O delegado destacou que moradores também podem conversar diretamente com ele ou com o chefe de investigação da unidade, investigador Nathanael.

Atuação nas comunidades rurais

Cachoeira possui uma extensa área territorial e diversas comunidades rurais. Segundo Tales Amaro, a distância em relação à sede do município pode dificultar a presença permanente das forças de segurança nessas localidades.

Por isso, ele destacou a importância da integração entre as polícias Civil e Militar. De acordo com o delegado, operações conjuntas vêm sendo realizadas no município, principalmente diante das limitações de efetivo da Polícia Civil.

Roubos e homicídios

Questionado sobre a situação dos assaltos no município, Tales Amaro afirmou que o índice é baixo, embora ocorrências ainda sejam registradas e investigadas.

Na avaliação apresentada pelo próprio delegado durante a entrevista, o reforço da atuação da Polícia Militar no município, aliado ao trabalho desenvolvido pela Polícia Civil, tem contribuído para os resultados na segurança pública, inclusive em relação a furtos, roubos e homicídios.

Delegado alerta para golpes pelo WhatsApp

Ao final da entrevista, Tales Amaro aproveitou para fazer um alerta à população sobre os golpes de estelionato praticados pela internet, especialmente pelo WhatsApp.

O delegado citou como exemplo o chamado golpe do falso advogado, no qual criminosos se passam por profissionais da advocacia para solicitar transferências de dinheiro às vítimas.

Segundo ele, os criminosos têm utilizado recursos tecnológicos cada vez mais sofisticados, incluindo inteligência artificial e chamadas de vídeo, para tentar convencer as vítimas de que estão realmente falando com uma pessoa conhecida ou com um profissional.

Tales Amaro orientou os moradores a desconfiarem de pedidos inesperados de dinheiro, pagamentos de boletos ou transferências via Pix feitos por pessoas desconhecidas ou por contatos que apresentem comportamento incomum.

A recomendação é confirmar a identidade do solicitante por outro meio antes de realizar qualquer pagamento. Em caso de dúvida, a população pode procurar a delegacia para receber orientação.

O delegado ressaltou ainda que o estelionato é um crime recorrente e que, depois que o dinheiro é transferido, pode ser difícil para a vítima conseguir recuperar os valores.

A entrevista foi realizada pelo repórter Adriano Rivera, para o programa Diário da Notícia, com o delegado Tales Amaro, diretamente da Delegacia de Polícia de Cachoeira.

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