Preço médio nacional pode atingir US$ 4,03 no feriado do Dia do Trabalho, superando o recorde anterior para o período e aumentando a pressão sobre consumidores e o governo Donald Trump.
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| Foto: Reprodução |
A alta ocorre em meio aos impactos da guerra no Oriente Médio sobre o mercado internacional de energia. O petróleo voltou a ser negociado acima de US$ 90 por barril nesta semana, diante do aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã e dos temores de interrupções no abastecimento global.
Na quinta-feira (3), a gasolina já apresentava média nacional próxima de US$ 4,13 por galão, quase US$ 1 acima da média registrada no mesmo período do ano passado, de acordo com o monitoramento da GasBuddy. Para os consumidores norte-americanos, a marca de US$ 4 é considerada especialmente sensível por representar um impacto direto no orçamento das famílias.
Pressão sobre o governo Trump
O aumento dos combustíveis também ganhou peso político nos Estados Unidos. Os preços da gasolina estão entre os indicadores econômicos mais perceptíveis para a população e podem influenciar a avaliação dos consumidores sobre a economia.
O presidente Donald Trump havia prometido reduzir os custos de energia e, nas últimas semanas, aumentou as críticas às refinarias e aos varejistas de combustíveis, responsabilizando-os pelos preços elevados nos postos. Em agosto, porém, Trump afirmou que os norte-americanos deveriam aceitar pagar um pouco mais pela gasolina para impedir que o Irã obtivesse uma arma nuclear.
Petróleo mais caro aumenta pressão
A escalada dos combustíveis acompanha a valorização do petróleo. Novas ações militares envolvendo Estados Unidos e Irã aumentaram as preocupações com a oferta internacional da commodity, especialmente diante da importância estratégica do Oriente Médio para o abastecimento mundial.
O cenário também preocupa outros países, já que uma alta prolongada do petróleo tende a elevar os custos de transporte, produção e logística, podendo pressionar a inflação global.
No Brasil, apesar da valorização recente do petróleo, a gasolina apresentou leve queda na primeira semana de setembro. Segundo levantamento da ANP, o preço médio nacional recuou 0,3%, para R$ 6,53 por litro, enquanto o diesel S-10 ficou estável em R$ 6,88.
A situação nos Estados Unidos, portanto, reforça a importância do comportamento do petróleo para os mercados financeiros. Uma manutenção das cotações em níveis elevados pode aumentar as pressões inflacionárias e influenciar decisões de bancos centrais sobre juros, além de afetar moedas e bolsas de valores. (Agência Brasil)
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