Durante sessão na Câmara Municipal, parlamentar apresentou nota fiscal de aquisição de 391 cestas e cobrou transparência da prefeitura sobre a destinação dos mantimentos.
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| Vereador Max Weber (Dr. Max) Foto: Divulgação |
Segundo o vereador, os mantimentos foram comprados de uma empresa de comércio alimentício sediada no distrito de Encarnação. No entanto, segundo ele, até o momento não há registros ou prestação de contas que comprovem a entrega dos alimentos às famílias vulneráveis do município.
Anomalias no procedimento de compra
Um dos pontos centrais da denúncia apresentada por Max é a suspeita sobre o trâmite administrativo da compra. De acordo com o parlamentar, o processo foi efetuado pela Secretaria de Administração, o que foge do padrão habitual do município.
"O ritmo de entrega de cestas básicas, a aquisição, o procedimento e a distribuição sempre foram feitos através da Secretaria de Ação Social, e não pela Secretaria de Administração. O povo quer saber: cadê essas cestas básicas? Onde foram parar ou se esse dinheiro sequer foi usado para cestas básicas?" questionou o vereador durante o discurso.
Max rebateu antecipadamente justificativas de que o lote faria parte das celebrações juninas. Ele esclareceu que as cerca de duas mil cestas distribuídas no período festivo já haviam sido entregues sob a coordenação direta da Secretaria de Ação Social, não guardando relação com a nota fiscal de R$ 73 mil em sua posse.
Cobrança por transparência e convocação da população
Em seu apelo da tribuna, o vereador convidou os moradores a comparecerem às próximas sessões do legislativo para cobrar esclarecimentos da gestão. Ele enfatizou que continuará levantando provas sobre a aplicação dos recursos públicos e citou outras denúncias em andamento no município relacionadas ao patrimônio e bens públicos.
Ao encenar a exibição do documento fiscal em plenário, Max declarou estar "calçado" de provas legais para levar o caso aos órgãos de fiscalização e controle:
"Isso aqui é nota fiscal de compra. Eu quero saber onde foram parar essas cestas básicas. Isso aqui vai para o Ministério Público, isso é improbidade administrativa. Aguardo o pronunciamento da prefeitura, porque o povo tem o direito de saber."
Até o fechamento desta reportagem, a Prefeitura e a Secretaria de Administração de Salinas da Margarida não haviam se manifestado publicamente sobre as declarações do vereador. O espaço segue aberto para o posicionamento e os esclarecimentos oficiais do Executivo municipal.
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