Cantor, compositor e pianista estava internado em São Paulo e tratava um câncer de próstata há cerca de um ano; artista deixa sucessos que marcaram gerações.
![]() |
| Foto: Divulgação |
Considerado um dos grandes nomes da música popular brasileira (MPB), Benito construiu uma trajetória marcada pela combinação do samba com elementos românticos e pelo uso característico do piano. As informações sobre o velório e o sepultamento ainda serão divulgadas pela família e pela equipe do artista.
Trajetória marcada por grandes sucessos
Nascido em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, em 28 de novembro de 1941, Benito di Paula, nome artístico de Uday Vellozo, ganhou projeção nacional a partir da década de 1970, especialmente por suas apresentações em São Paulo.
O músico desenvolveu um estilo próprio, associado ao chamado samba-joia, que aproximava o samba de arranjos românticos e influências de outros gêneros musicais. Sua interpretação intensa e o piano se tornaram marcas de sua identidade artística.
Entre as canções mais conhecidas de seu repertório estão “Retalhos de Cetim”, “Meu Amigo Charlie Brown”, “Mulher Brasileira” e “Do Jeito Que a Vida Quer”. As músicas conquistaram o público e permaneceram presentes no repertório da música brasileira ao longo de décadas.
Artista permaneceu ligado à música
Mesmo após décadas de carreira, Benito continuou envolvido em projetos musicais. Em 2021, lançou o álbum O Infalível Zen, em parceria com o filho, Rodrigo Vellozo, reunindo novas composições e trabalhos ligados à sua trajetória artística.
Em 2025, o cantor também foi homenageado pela escola de samba Águia de Ouro, no Carnaval de São Paulo, que levou à avenida um enredo inspirado em sua vida e obra.
A morte de Benito di Paula representa uma perda para a música brasileira. Seu repertório, marcado pela mistura entre samba, romantismo e piano, consolidou sua presença na história da canção popular do país.
