Cachoeira se despede do escultor Júnior Bahia, artista que transformava madeira em arte

Artista, morador do povoado do Alecrim, teve obras reconhecidas em diferentes regiões do Brasil e também no exterior; ele morreu após um grave acidente de moto.

Foto: arquivo de João Carvalho
Foi sepultado neste sábado (7), no Cemitério da Vila de Belém, na zona rural de Cachoeira, no Recôncavo Baiano, o corpo do escultor Júnior Bahia, natural e morador do povoado do Alecrim. O artista faleceu na sexta-feira (6), vítima de um grave acidente de motocicleta.

Conhecido artisticamente como Júnior Bahia, ele construiu uma trajetória marcada pelo talento e pela habilidade de transformar madeira em verdadeiras obras de arte. Seu trabalho ultrapassou os limites do município de Cachoeira, com peças espalhadas por diferentes cidades da Bahia, outros estados brasileiros e também no exterior.

Na cidade histórica de Cachoeira, sua marca artística está presente em dezenas de placas de estabelecimentos comerciais, nas quais deixou registrados seus traços e sua identidade como escultor e artesão.

Além da escultura em madeira, Júnior Bahia também atuava como marceneiro, produzindo móveis rústicos e realizando trabalhos de restauração de portas e peças antigas de madeira. Seu conhecimento e dedicação à arte contribuíram para preservar e valorizar o trabalho artesanal na região.

A morte do artista representa uma perda para a cultura popular e para a tradição da escultura em madeira no Recôncavo Baiano. Seu legado permanece nas obras que produziu e nos espaços onde sua arte continua presente. 

Informações: jornalista Alzira Costa.

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