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| Foto: Reprodução |
Um operário que trabalha em uma empresa de exploração de petróleo em
Luanda, Capital de Angola, e que mora em Santo Estevão, foi conduzido na
manhã desta quarta-feira (27) para o Hospital Geral Clériston Andrade
(HGCA) com suspeita de Ebola. O diretor da 2ª Dires (Diretoria Regional
de Saúde), Edy Gomes dos Santos, informou que o operário retornou ao
Brasil no último dia 20 e começou a manifestar alguns sintomas da doença
no dia seguinte.
“O paciente Genival da Silva de Jesus Batista deu entrada no Clériston
na manhã desta quarta. Ele apresentou febre, dor de garganta, tosse e
realizou auto-medicação. Daí passou a ter a piora do quadro, dando
entrada no hospital. Ele estava com o resultado de alguns exames,
descartando algumas patologias sugestivas para os sintomas que sentia, surgindo a suspeita de Ebola, por conta da região que ele veio”, explicou.
Segundo Edy Gomes, assim que foi levantada a suspeita de Ebola, o
Clériston tomou todas as medidas de proteção para os outros pacientes e
para a equipe médica, isolando o operário em uma sala, além de acionar o
Centro de Investigação de Agravo Epidêmico de Saúde Pública, que
conduziu a regulação do paciente para o Hospital Couto Maia, em
Salvador, onde o mesmo se encontra.
“Ele ficou muito pouco tempo no Clériston. Assim que ele disse que veio
de Angola, foi isolado e todos os cuidados foram adotados. O material
para a comprovação da doença é feito na Fiocruz do Rio de Janeiro e se a
suspeita se comprovar, vamos fazer a condução correta do caso”,
afirmou.
O diretor da 2ª Dires disse que ainda não é necessário investigar a
família do operário, já que não há a confirmação do caso. “Ele
apresentou alguns sintomas, veio de uma região onde nesse momento já
existem casos e isso chama a suspeita, pois não conseguimos fechar outro
diagnóstico, mas ainda não há a confirmação de que ele esteja com a
doença”, ressaltou.
De acordo com a diretora nacional de Saúde Pública angolana, Adelaide de Carvalho, à
agência de notícias Lusa, não existem casos confirmados, nem sequer
rumores, de pessoas infectadas por Ebola em Angola. No entanto, o país
passou a integrar o grupo de países com risco "moderado a alto" de
infecção, por possuir um país vizinho, o Congo, com a epidemia
confirmada.
ATENÇÃO: Caso de Ebola é descartada pela SESAB
ATENÇÃO: Caso de Ebola é descartada pela SESAB
