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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Inema alerta que jacarés quando se sentem ameaçados representam perigo para a comunidade

Imagem: Ney Silva
Os jacarés da Lagoa Grande representam perigo para a comunidade quando estão em situações de ameça. A afirmação é do técnico em meio ambiente Neliuson Melo que participou no último domingo (24) pela manhã da captura de um desses animais no bairro Subaé. Ele falou sobre o processo de remoção do animal e recomendou que as pessoas devem evitar se aproximarem de jacarés, pois eles em condições que se sentem ameaçados podem atacar.

“Uma pessoa conhecida da proprietária do imóvel onde ele estava pegou uma corda e conseguiu amarrar o pescoço, fazer um laço e amarrar o animal no portão e isso realmente o conteve. Por volta das dez da manhã, chegamos ao local e tinham alguns moradores. De repente, com os comentários do fato as pessoas começaram a fazer aglomeração e tivemos preocupação de conter as pessoas porque a presença do animal ali trazia um risco muito grande”, disse.

Segundo o técnico, o jacaré estava fora do seu habitat natural e por isso estava estressado, e apresentava reações agressivas, emitindo barulhos. Ele acredita que o animal não atacou ninguém porque estava amarrado, mas mesmo assim as pessoas queriam chegar perto para vê-lo e tirar fotos.

Neliuson ressaltou sobre o perigo de ataque, principalmente quando o animal se sente ameaçado. “O jacaré não tem uma atitude agressiva normalmente não ataca, mas o fato das pessoas se aproximarem, ele pode se sentir acuado. Se uma pessoa chegar próximo do jacaré ele vai atacar para se defender, mas o extinto do animal não é de atacar as pessoas”, explicou.

O técnico falou também sobre o comportamento das pessoas de machucarem os jacarés, jogando pedras e tentando matá-los. Ele afirmou que essa atitude configura-se como crime ambiental, passível de prisão e de processos. “Muitas pessoas, sempre que o animal aparece querem jogar pedra, isso é crime ambiental, passível de prisão, inclusive de responder processualmente. Se nós não fossemos firmes naquele momento certamente o animal teria sido morto, então a população tem que entender que pode conviver pacificamente com o animal desde que mantenha uma certa distância e mantenha os devidos cuidados”, observou.

Lagoa Grande
Sobre a situação da Lagoa Grande, onde há alguns jacarés e as pessoas pescam e mergulham na lagoa, o coordenador do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Inema), Messias Gonzaga, disse que já solicitou a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), empresa que realiza a revitalização da Lagoa Grande, o gradeamento em torno da área.

“A Conder não atendeu a nossa solicitação, não colocou gradeamento, mas as obras continuam, já estão próximas de terminar. As pessoas frequentam, pescam na lagoa, tomam banho e o gradeamento vai evitar isso e também que os jacarés saiam da lagoa”, contou.

Messias ressaltou também que é importante ter cuidado com jacarés, principalmente porque eles não são animais domésticos, são animais selvagens e as pessoas devem manter distância deles. “Os jacarés podem conviver pacificamente na lagoa, sem atacar ninguém, contanto que nós mantenhamos a distância. Temos que ter cuidado. Chamamos a atenção para que as pessoas fiquem distantes, não entrem na lagoa por nada”, disse.

O biólogo e consultor ambiental Henrique Magalhães, explicou o porquê da saída dos jacarés nas lagoas de Feira de Santana e reforçou sobre os cuidados que a população deve tomar. Segundo ele, a saída dos animais pode ser justificada pela situação de estresse, devido a muita movimentação na lagoa e ao grande fluxo de pessoas pescando no local. Ele destacou que é importante as pessoas não mexerem nos jacarés e caso eles apareçam fora da lagoa, que seja acionado o corpo de bombeiros ou técnicos do Inema para fazer a remoção. 

“As pessoas devem respeitar o espaço dos jacarés. Eles também correm perigo. Animais em situação de estresse ou eles atacam ou eles fogem.” Se as pessoas encontrarem um jacaré não devem chegar perto. Devem acionar o corpo de bombeiros ou profissionais técnicos dos órgãos ambientais para fazer a remoção. A população está brincando com fogo e expondo o animal ao perigo também”, finalizou.

Fonte: Acorda Cidade
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