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segunda-feira, 14 de março de 2016

Maragogipe: Campanha quer recuperar estoque de ostras nativas e capacitar marisqueiras

(Foto: Enrico Marone/Divulgação
Será lançada nesta quarta-feira (16), a campanha Marisqueira com orgulho, quilombola para sempre!, no distrito de Capanema, no município de Maragogipe, no Recôncavo Baiano, que faz parte do Programa Pesca para Sempre. Realizada pela ONG Rare, Fundação Vovó do Mangue e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a campanha tem como objetivo recuperar o estoque de ostras em vida livre por meio de engajamento das marisqueiras, através da geração de renda com sustentabilidade e respeito ao meio ambiente.

O evento de lançamento da campanha acontece às 9:00hs. Dentre as atividades, está prevista a inauguração de um cultivo de ostras de base comunitária. Haverá ainda um café da manhã, degustação de ostras da brasa e lambretas, samba de roda, roda de capoeira e atividades de educação ambiental com a participação de Carlinhos de Tote (do grupo musical Cantarolama) com seu projeto “a arte de educar cantando”. A campanha tem o apoio da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) e do Bahia Pesca. 

Pescar, Conservar, Prosperar. Esse é o slogan da campanha, que reforça o compromisso da geração de renda com conservação ambiental. A iniciativa prevê uma campanha de comunicação voltada para as marisqueiras de Capanema e Baixão do Guaí, comunidades ribeirinhas e quilombolas de Maragogipe, que fazem parte da Reserva Extrativista Marinha Baía do Iguape. Através dessa campanha, a ação visa a adoção de novas condutas no dia-a-dia do trabalho das marisqueiras, como a realização do rodízio de áreas de mariscagem e a não comercialização de ostras menores que cinco centímetros de diâmetro, garantindo o ciclo de reprodução da espécie. 

De acordo com o coordenador local da campanha, Daniel Andrade, a iniciativa teve total engajamento das marisqueiras. “Elas estão envolvidas na campanha desde o início do trabalho, que começou ano passado, e participaram ativamente de todas as decisões", conta Andrade. Elas também deverão passar por uma capacitação.

A inciativa tem um outro foco ainda: implantar um cultivo de ostras de base comunitária. Essa ostreicultura envolverá, inicialmente, 30 família, escolhidas por critérios elaborados pelas próprias marisqueiras. Esse cultivo vai diminuir o esforço de mariscagem da espécie em vida livre. O empreendimento terá estruturas feitas de bambu, coletores de sementes produzidas em garrafas PET e gestão compartilhada. As ostras crescem dentro de sacolas plásticas retangulares que imitam treliças chamadas de travesseiros. À medida que as ostras crescem, elas são transferidas para sacolas com treliças mais espaçadas.

A UFRB cederá uma equipe de pesquisadores do curso de Engenharia de Pesca para o monitoramento do meio ambiente e da espécie-alvo. “A qualidade da água é essencial em áreas onde ocorre o extrativismo e o cultivo de moluscos bivalves, pois estes organismos são filtradores e acabam aprisionando poluentes e outras impurezas existentes na água. Então esses organismos também funcionam como bioindicadores do ambiente e da qualidade da água”, explica o professor Moacyr Serafim Júnior.

Fonte: Correio
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