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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Sem salário há 3 meses, médicos de Hospital Regional de Santo Antônio entram em greve

Foto: Reprodução
O atendimento do Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus (HRSAJ), no Recôncavo baiano, foi suspenso a partir desta quinta-feira (1º) após os médicos deflagrarem greve. Segundo Manoel Missionário, vice-presidente do conselho do hospital, o grupo está com o salário atrasado há três meses por falta de repasses do governo do Estado.

“Quem administra o hospital é o Instituto Fernando Filgueiras (IFF), que tem contrato com o governo. Mas tem meses que o Estado não faz esse repasse e o instituto não tem condições de arcar com as despesas”, contou Missionário.

Ao Bahia Notícias, ele explicou que os médicos fizeram uma reunião com o sindicato na terça-feira (29), quando decidiram deflagrar a greve. Na unidade, serão atendidos apenas os chamados “casos vermelhos”, como feridos a tiro ou esfaqueados. “Ficou certo que eles só atenderiam os casos gravíssimos, quem chega para morrer”, afirmou o presidente do conselho. A folha de pagamento do HRSAJ é de cerca de R$ 3 milhões e o atraso no repasse teria afetado também os fornecedores, como os de medicamentos.

O hospital atende à cerca de 30 municípios da região do Recôncavo, o que, segundo Missionário, corresponde a uma população de 850 mil pessoas. A situação foi denunciada pelo deputado estadual Alan Sanches (PSD), que visitou a unidade hospitalar nesta quinta. “Eu vejo o governo do Estado abrindo licitação para hospital em Juazeiro, em Alagoinhas... Como é que ele abre outros serviços, mas não honra com os compromissos firmados? Não tem instituição que aguente um calote desse”, alertou. 

Questionada pelo Bahia Notícias, a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) não informou se realmente há atrasos nos repasses nem se houve tentativa de negociação com a categoria. Em nota, o órgão afirmou apenas que os pacientes foram atendidos normalmente, utilizando-se o sistema de classificação de risco. No texto, a Sesab informa que o diretor do Instituto Fernando Filgueiras pediu demissão e outro já assumiu o cargo, dando continuidade ao atendimento. O IFF não foi encontrado para comentar o caso.
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