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quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Lojistas e credores já de olho no 13º salário

Foto: Divulgação
Para a maioria dos trabalhadores brasileiros, o dinheiro da primeira parcela do 13º salário não caiu na conta, que só deverá acontecer nesta sexta-feira, mas para 23% deles, esse recurso extra já tem um destino: as compras de Natal. Pelo menos é o que mostra a mais recente pesquisa da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), feita no início da semana. Quitar dívidas e poder voltar ao mercado de crédito e financiamento, ou simplesmente gastar nas compras dos presentes de Natal, são duas coisas que tanto credores como lojistas estão de olho com o dinheiro que deverá entrar na economia a partir desta sexta-feira. As estimativas são de que R$ 41 bilhões sejam injetados na economia com o pagamento da primeira parcela do 13º salário.

Por sua vez uma pesquisa do SPC indica que 23% dos trabalhadores que receberão o 13º, pretendem gastar a maior parte do dinheiro em compras de Natal. Para o presidente da Federação do Comércio do Estado da Bahia (Fecomercio), Carlos Andrade, as perspectivas apontam para uma retomada do crescimento da economia. Cauteloso, contudo, ele diz que o consumidor manifestou esse otimismo com a Black Friday, que em Salvador e no interior do estado teve um movimento de vendas acima das expectativas mais otimistas.

“Há uma sinalização positiva na economia, que esperamos que venha a ser concretizada nas ações do novo governo.”, diz. Carlos Andrade, que nesta semana foi eleito presidente do Conselho do Sebrae na Bahia, disse que o otimismo nas vendas do comércio varejista ainda não se traduziu no aumento da contratação de mão-de-obra. Mas acredita que isso pode mudar já a partir de janeiro do próximo ano. Uma de suas propostas, já colocada pela Fecomércio, é que os empresários façam a contratação de pelo menos um trabalhador, já a partir de janeiro.

“Imagine o efeito disso, se cada lojista contratar pelo menos uma pessoa”, resume. Previsão otimista O presidente do Sindicato dos Lojistas da Bahia (Sindilojas), Paulo Mota, também, expressou seu otimismo com os resultados das vendas durante a Black Friday e com as perspectivas para o período natalino. Para ele, as vendas foram acima do esperado e sinalizaram quem o consumidor pretende gastar mais este ano. Como resultado desse novo cenário, o presidente do Sindilojas reviu para cima a previsão de vendas no comércio varejista em Salvador, saindo de um teto de 2% para 3% este ano.

Mota destacou que durante a Black Friday o setor de eletro eletrônico apresentou um crescimento de 26% nas vendas em relação à promoção do ano passado. E as vendas do varejo como um todo cresceram 8% em relação a 2017. Com a liberação para que o comércio, até o final do ano, possa funcionar normalmente aos domingos, ele espera que o resultado final das vendas seja positivo, acima das previsões anteriores. Outro fato que deverá influenciar nas vendas é que o comércio de rua, em áreas tradicionais, como Avenida Sete, Baixa dos Sapateiros e Liberdade, passem a funcionar até às 22 horas já a partir do dia 20 de dezembro, quando é feito o pagamento da segunda parcela do 13º salário.

“Esperamos um ano positivo nas vem das e que deverá influenciar os rumos do setor em 2019”, disse. Pesquisa mostra intenção de compras Na pesquisa realizada pela CNDL e pelo SPC em todo o Brasil, foi constatada que 27% das pessoas consultadas vão usar a primeira parcela do 13º salário, que será pago nesta sexta-feira, para economizar. Já 17% vão usar o dinheiro extra para quitar dívidas em atraso e apenas 11% vão priorizar pagamento de impostos e tributos de início de ano.

O levantamento realizado em todas as capitais pela CNDL e pelo SPC Brasil, revelou também que 23% em cada dez trabalhadores que recebem o 13º salário deverão utilizar ao menos parte desse dinheiro extra para comprar presentes de Natal. Para garantir um poder maior de compras, a pesquisa revelou ainda que 44% dos consumidores vão recorrer a bicos para comprar mais presentes de Natal Há ainda 16% que vão gastar o recurso durante as festividades de Natal e Ano Novo e 13% que vão pagar despesas essenciais da casa, como contas de água e luz.

Outra alternativa revelada péla pesquisa é que 11% pretende usar o dinheiro para cobrir tributos e impostos típicos de início de ano, como IPTU e IPVA, que vencem logo no início do próximo ano. No caso dos que pretendem aumentar vos gastos com as compras de Natal, mostrando uma disposição nova de consumo, a pesquisa constatou que os 44% que pretendem arranjar trabalho extra nesse período para comprar mais presentes para o Natal, estão mais concentrados entre os mais jovens (54%) e as pessoas das classes C, D e E (51%).

Fonte: Tribuna da Bahia
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