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segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Maduro não foi convidado para a posse de Bolsonaro, diz futuro chanceler

Foto: Reprodução 
O futuro ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, disse que o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, não foi convidado para a posse do presidente eleito Jair Bolsonaro, marcada para 1º de janeiro. "Em respeito ao povo venezuelano, não convidamos Nicolás Maduro para a posse do PR Bolsonaro.

Não há lugar para Maduro numa celebração da democracia e do triunfo da vontade popular brasileira. Todos os países do mundo devem deixar de apoiá-lo e unir-se para libertar a Venezuela", publicou no Twitter. A Venezuela enfrenta uma grave crise econômica. A cada dia, 5.000 pessoas deixam o país. A expectativa é que a inflação atinja mais de 1.000.000% em 2018.

Em outubro, o governo venezuelano enviou felicitações ao Brasil pela realização da eleição presidencial e pediu a Bolsonaro para "retomar o caminho das relações diplomáticas de respeito, harmonia, progresso e integração regional". Em 10 de janeiro, Maduro iniciará um novo mandato, previsto para durar até 2025. Ele foi reeleito em maio deste ano, numa eleição cuja legitimidade foi contestada dentro e fora do país.

O ditador está no poder desde 2013 e assumiu após a morte do presidente Hugo Chávez, de quem era vice. Maduro esteve na posse de Dilma Rousseff em 2015. Na posse do segundo mandato da ex-presidente, vieram também os presidentes José Mujica (Uruguai), Michelle Bachelet (Chile), Evo Morales (Bolívia) e Horácio Cartes (Paraguai), além dos vice-presidentes Joe Biden (EUA) e Li Yuanchao (China). Na celebração do início do primeiro mandato de Dilma, em 2011, Chávez esteve presente.

O evento teve ainda nomes como Hillary Clinton, então secretária de Estado dos EUA. e do príncipe Filipe de Bourbon, atual rei da Espanha. Em 2003, na posse do primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Chávez também veio a Brasília, assim como o ditador cubano Fidel Castro (1926-2016). A festa teve representantes de 117 países, incluindo os primeiros-ministros da Suécia e da Guiné-Bissau.

Fonte: Bahia Notícias
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