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sexta-feira, 7 de junho de 2019

Bolsonaro fala em 1º passo para um sonho de moeda única; Guedes diz que são os argentinos que querem

Foto: Reprodução
O presidente Jair Bolsonaro afirmou na manhã desta sexta (7) que foi dado o primeiro passo para uma moeda única para o Brasil e a Argentina, que se chamaria peso real. O presidente deu o exemplo da moeda única da União Europeia: “Como aconteceu o euro lá atrás, pode acontecer o peso real aqui”.

Ao ser perguntado se uma moeda única com a Argentina não implicaria um preço para o Brasil, o presidente disse que “em todo casamento alguém perde alguma coisa e ganha outras”. A ideia interessa mais aos argentinos, segundo o ministro Paulo Guedes.

Ele ressaltou que é preciso haver uma convergência de políticas. “Mas a Argentina, parece, vai zerar o déficit este ano. O Brasil está com um déficit pior ainda.” 

O Banco Central havia publicado uma nota em que informa que não há projetos ou estudos sobre o tema, horas antes de o presidente Bolsonaro falar sobre o assunto. A instituição, que é responsável pela política monetária do Brasil, diz que “há tão somente, como é natural na relação entre parceiros, diálogos sobre estabilidade macroeconômica, bem como debates acerca de redução de riscos e vulnerabilidades e fortalecimento institucional”.

Relato no jornal argentino “La Nación” diz que uma unificação monetária já foi discutida antes. O diário não informa quem passou as informações –a história é atribuída a pessoas próximas ao ministro da Economia da Argentina, Nicolás Dujovne, sem citar nomes ou cargos. Dujovne teria participado de um encontro no Rio de Janeiro em que o tema foi discutido no dia 26 de abril.

As negociações, segundo o “La Nación”, começaram ainda antes, em Washington, nos EUA, quando Guedes e Dujovne se encontraram em uma assembleia do Fundo Monetário Internacional. Segundo o relato do jornal, o servidor público do Ministério da Economia argentino teria justificado a coerência da ideia com características parecidas dos dois países. Brasil e Argentina estariam expostos aos mesmos choques de preços –principalmente de commodities. Além disso, a existência de duas moedas diferentes seria um entrave ao comércio bilateral.

Fonte: Forte na Notícia
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