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sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Cachoeira: Delegado fala sobre as investigações do assassinato de Elitânia Souza da Hora

Foto: Reprodução | Arquivo pessoal
O delegado titular da polícia civil de Cachoeira, João Matheus Correia, em entrevista ao radialista Nivaldo Lancaster do Programa Rádio Total da Paraguassú FM 102,7, falou sobre as investigações do assassinato de Elitânia Souza da Hora que aconteceu na quarta-feira, 28/11, (saiba mais aqui).

Segundo o delegado, "no próprio dia do fato já foi descoberto o autor do crime e já houve uma representação para a prisão preventiva do acusado, e agora acontece as diligências no intuito de encontrar o indivíduo para que ele cumpra e pague pelo crime que praticou," relatou João Matheus.

Questionado se havia a confirmação que o autor do crime é realmente o ex-namorado da jovem, o delegado disse que "tem a confirmação, pois, no dia do acontecido estava na delegacia e eu próprio fui lá e ajudei a dá o socorro à vítima, que infelizmente faleceu; chegou ao hospital sem vida. No mesmo dia eu consegui identificar o autor e a representação [na justiça] já é com a certeza que foi o ex-companheiro dela. Eles conviveram juntos e infelizmente ele praticou esse ato bárbaro," disse.

O radialista indagou sobre a identidade do acusado, e o titular da delegacia da Cachoeira disse que "não tem divulgado o nome, mas as pessoas já sabem, têm divulgado o nome do individuo e trata-se de Alexandre com quem ela se relacionou e tinha se separado - foi um relacionamento conturbado e a gente trabalha agora no intuito de localizá-lo, e para a investigação não é interessante tá divulgando nome, tá publicando foto, deixar essa informação restrita as polícias para que seja mais fácil a gente conseguir localizar e prender o autor."

Ainda segundo o delegado, o relacionamento de Elitânia com Alexandre "foi marcado por alguns abusos, discussões e até relatos de violência, mas, as últimas informações que a polícia teve foi que ele tentava entrar em contato com ela através de outros números [de telefone] e que ela não reconhecia e não atendia. Não havia informações que ele ameaçava ou se aproximava dela, e esse foi o motivo da justiça não ter decretado a prisão dele. Não tinha elementos que ele iria praticar um ato bárbaro desse que ele cometeu."

Sobre a vida pregressa do acusado, o delegado disse que ele não tinha antecedentes criminais, era uma pessoa que convivia em São Félix, também conviva na zona rural de Cachoeira, inclusive o local onde ele conheceu Elitânia, onde os familiares dele tem propriedade, onde Elitânia se criou, e também não era uma pessoa que tinha registros policiais que indicasse que ele pudesse praticar esse fato."

Nivaldo Lancaster perguntou sobre a eficácia das medidas protetivas, pois, segundo as informações, Elitânia já tinha denunciado à justiça que sofria agressões de Alexandre e tinha uma medida protetiva a favor dela em vigor, porém, não surtiu o efeito. João Matheus falou que "as medidas protetivas são um avanço no combate a violência doméstica, mas a sociedade precisa discutir e continuar avançando no sentido de dar mais proteção às vítimas de violência. É uma medida interessante que tem funcionado algumas vezes, mas, infelizmente a justiça também não pode tá decretando prisão sem que haja outros elementos que indiquem a periculosidade do individuo de praticar um homicídio."

Antes de finalizar a entrevista, o delegado João Matheus disse que "a polícia já tomou todas as medidas que são possíveis pra que esse individuo seja preso e também afirmo que em pouco tempo vamos ter novidades." Informações do Diário da Notícia.
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