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quarta-feira, 4 de março de 2020

Feira de Santana: Refugiados venezuelanos pedem dinheiro nas sinaleiras da cidade

Foto: Reprodução
Um grupo de venezuelanos, composto por duas mulheres e cinco crianças, chegou em Feira de Santana há uma semana e está nas sinaleiras da cidade, com um cartaz pedindo dinheiro para comprar comida. Elas estão morando no bairro Mangabeira. As informações são do portal Acorda Cidade.

O secretário municipal de Desenvolvimento Social, Pablo Roberto, informou que o órgão já fez tudo que está ao alcance para atender da melhor forma aos venezuelanos, mesmo reconhecendo a ilegalidade deles no país e tendo inúmeras limitações no que diz respeito ao atendimento. No início do mês de fevereiro, um grupo com cerca de 15 venezuelanos já tinha chegado em Feira de Santana.

“Já viabilizamos o local para eles se abrigarem, já viabilizamos alimentação e estamos constantemente orientando e acompanhando para que essas pessoas não continuem expondo as crianças às condições de vulnerabilidade em que eles estão. Agora vamos ter que tomar uma atitude um pouco mais severa que é acionar os mecanismos de Polícia Federal e embaixada no país para que possa nos auxiliar”, informou. Segundo Pablo, alguns venezuelanos inicialmente não aceitaram o abrigo que a prefeitura ofereceu.

O secretário informa que, mesmo com os benefícios oferecidos, os refugiados dizem as equipes da secretaria que preferem continuar na condição de pedinte, já que assim conseguem mais dinheiro. “Eles mesmos relatam que é mais rentável. Eles conseguem cerca de 200, 300 reais em uma hora e, por isso, preferem ficar na condição de pedinte do que organizar a vida aqui na cidade.

Eles alegam que Feira de Santana é uma praça muito boa e isso significa que conseguem muito dinheiro pedindo na rua”, disse. “Hoje a tarde, temos uma reunião com nossa equipe. Já acionamos a Polícia Federal. Vamos entrar em contato com a associação que cuida dessa situação dos refugiados da Venezuela aqui no Brasil e vamos tratar com a embaixada, pedindo auxílio, pois não podemos ficar nessa situação”, afirmou.

Fonte: Voz da Bahia
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