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quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Flordelis diz que fez amor com marido no capô do carro antes de assassinato

Foto: Reprodução 
Uma tórrida relação sexual sobre o capô do carro do casal. Foi assim que a deputada federal Flordelis (PSD-RJ) e o marido Anderson do Carmo acabaram se “despedindo”, no dia em que o pastor acabou assassinado dentro da casa da família, no Rio.

A cena foi descrita pela própria Flordelis durante a primeira entrevista que deu após ser denunciada como mandante do assassinato do companheiro, concedida ao programa Conexão Repórter, do SBT. Na atração, comandada por Roberto Cabrini, a pastora levou o jornalista ao local do crime, à casa da família em Niterói, reconstituindo os detalhes que antecederam a morte de Anderson, em 16 de junho do ano passado, com a qual ela voltou a dizer que não tem envolvimento. De acordo com Flordelis, ela e o marido chegaram em casa já de madrugada, em torno das 3h.

Conta que eles estavam passeando no calçadão de Copacabana e, no caminho de volta, fizeram sexo no capô do carro em uma estrada deserta. “Fomos a Copacabana, andamos no calçadão, fizemos as brincadeiras, andamos na praia. Depois fomos para o carro, ele pegou uma pista deserta, não sei dizer o local, só se eu for lá, talvez eu consiga, mas não prestei atenção no caminho. Eu sei que ele chegou em um lugar que tinha muitos carros parados, mas não tinha bar, nada disso.

Nós paramos ali, namoramos, que era uma coisa normal nossa, na estrada. Me beijou bastante, eu sentei no capô do carro e tivemos relações. Falei ‘amor, amanhã a gente vai acordar cedo, né?’. Isso foi por volta de 2h e alguma coisa”, comentou. Anderson dirigia um Honda Accord, e não o carro blindado da família, que, segundo a investigação, tinha ficado com um filho por sugestão da pastora. “Isso é mais um absurdo que estão falando a meu respeito.

Foi o meu marido que ligou pro meu filho e pediu que ele trouxesse o carro esportivo. Quem é que não sabe? Quem conhece meu marido sabe muito bem que ele adorava sair com o carro esportivo”, disse. Já em Niterói, na Avenida do Canal, Flordelis relata ter visto uma moto seguir o carro do casal, e que teria perdido-a de vista no Largo da Batalha. A polícia não identificou o veículo nas imagens das câmeras de segurança. “A moto saiu de uma rua transversal com dois rapazes, não sei se eram dois homens ou um homem e uma mulher, porque estavam de casaco e capuz.

Eu estava jogando no celular e, de imediato, olhei para a mão para ver se tinham arma, não tinham. Continuei jogando. Não senti nenhuma tensão, porque eu estava com ele (Anderson). Ele me dava muita segurança, sempre. Eu tenho convicção do que eu vi, e tenho convicção do que eu falo”, afirmou. Já na residência da família, Flordelis faz uma espécie de reconstituição dos momentos que antecederam o crime.

Ela relata que eles abriram o portão, aponta o local onde o carro parou, diz que saiu do veículo com a bolsa e os sapatos na mão, parou na traseira do carro, de onde podia ver Anderson com o celular na mão, e pediu para que ele fechasse o portão. Flordelis diz que entrou na casa, e uma de suas netas, Rafaela, confirma que estava em um quarto do terceiro andar com a avó quando ouviram os tiros. “Quem prestou assistência foi o Ramon (neto de Flordelis).

Ele sempre falou que já estava morto e que não tinha o que fazer. Era um desespero, não tinha uma comunicação clara. Ninguém sabia o que fazer”, lembra. Enquanto Rafaela relata o momento exato em que o corpo foi encontrado, a deputada chora encostada ao carro estacionado no local onde o pastor foi morto. Em seguida, ela abre a casa e refaz seus passos naquela noite. “Eu subi as escadas para ver meus filhos. Eu estava aqui, nessa sala, com o Ramon, falando do culto, quando ouvi seis tiros”, disse. Cabrini questiona o número: “Só seis?”. E Flordelis responde “Eu ouvi seis”.

A investigação aponta que foram mais de 30. “Eu não sabia o que estava acontecendo. Nem imaginava que tinha sido algo com alguém de dentro da minha casa, porque há muitos tiroteios aqui na rua de baixo. Corri para cá, porque aqui é o quarto das crianças pequenas. Elas estavam deitadas, dormindo ainda. Todo mundo da casa praticamente estava aqui (diz, em outro cômodo), e eu comecei a gritar ‘cadê meu nem? Nem, cê tá onde? Cadê você?’, e eu vi que era algo porque meus filhos começaram a me segurar. Consegui descer as escadas e, quando eu cheguei aqui, minhas filhas trancaram a janela, me seguraram aqui pra eu não descer. Só depois que eu ouvi o barulho do carro, meu filho falou ‘mãe, foi o Nem, foi o pai, mas ele já foi para o hospital'”, contou.

Fonte: Correio 
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