Diário da Notícia | Recôncavo Baiano - Rubem Júnior
Foto: Reprodução 
4,3 milhões de alunos não brancos (negros, pardos e indígenas) da rede pública ficaram sem atividade escolar em casa durante a pandemia. Entre os estudantes brancos, foram 1,5 milhão sem atividades, ou seja, as crianças não brancas foram as mais prejudicadas pela falta de atividades escolares em casa.

Os dados fazem parte de um levantamento feito do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP) e da Rede de Pesquisa Solidária, com base nas informações da Pnad-Covid do IBGE. De acordo com o sociólogo responsável pelo levantamento, Ian Prates, os números mostram a desigualdade atual entre brancos e não brancos, mas trazem também uma preocupação com o possível aumento da desigualdade racial para essa geração em fase escolar.

A pandemia piora uma desigualdade que já existia. A pesquisa do IBGE não diz por que essas crianças ficaram sem atividade escolar, mas os pesquisadores veem algumas possibilidades. Entre elas, a de que os estudantes não tiveram atividades escolar em casa porque as escolas não disponibilizaram, ou, porque as famílias dessas crianças não tinham condições de ter uma estrutura que permita que essas crianças façam essas atividade. Um exemplo é a falta de internet nos lares de baixa renda.

Fonte: G1

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