Diário da Notícia | Recôncavo Baiano - Rubem Júnior
Foto: Reprodução
Os consumidores da Região Metropolitana de Salvador (RMS) terão que gastar em média 19% a mais, já descontada a inflação geral, com a ceia de Natal, de acordo com o levantamento da Fecomércio-BA realizado baseado no Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), do IBGE, para entender o comportamento dos preços para a ceia e presentes do Natal, principal data do calendário do comércio.

Segundo o consultor econômico da Fecomércio-BA, Guilherme Dietze, os produtos com maior alta de preço ao longo deste ano são o tomate (104%), batata-inglesa (61%) e arroz (52%). Já em relação às proteínas animais, as carnes sobem 23%, o frango inteiro, 10% e os pescados têm alta de 6%. 

“O grande problema é que não há muita alternativa para troca. Quando a inflação é mais pontual, de um determinado produto, é mais fácil, por exemplo, trocar a carne bovina pelo frango, ou por um pescado. Agora, os preços de todos os insumos estão pressionando o orçamento dos consumidores”, esclareceu Dietze. 

Em contraponto, as cervejas estão com queda de 4% e refrigerantes e água mineral com retração de 2%. “Quando analisados os produtos que os consumidores compram para presentear no Natal, os preços médios estão 6% abaixo, já descontada a inflação geral”, pontuou Guilherme. Em grande parte, a queda dos preços está ligada ao setor de vestuário como calça feminina (-25%), blusa (-22%) e bermuda e short feminino (-18%).

Por outro lado, os computadores estão com alta média de preços de 14%, próximo de 13% dos televisores. Logo, ponderando os dois grupos (ceia e presentes), a alta média dos preços está 8% acima da inflação. “Esse aumento é complicado, pois as famílias estão começando a respirar de forma mais tranquila agora após a saída do fundo do poço da crise e vão ter que se esforçar para fazer pesquisa de preços para achar as melhores promoções e descontos para então manter a mesa farta e com condições de presentear”, completou.


Fonte: A  Tarde

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