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Alta Vista

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

MP e polícia da Bahia não merecem credibilidade, dispara Eliana Calmon após a Faroeste

Foto: Reprodução | Editora Forum

A ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ex-corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Eliana Calmon, disparou contra o secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa, e ex-chefe do Ministério Público da Bahia (MP-BA) Ediene Lousado, após os dois serem afastados de suas funções em decorrência da Operação Faroeste, deflagrada na última segunda-feira (14).

Para a ex-magistrada, o envolvimento de agentes do alto escalão mancham a reputação das duas instituições. “Confiava no parecer da polícia e do MP, mas agora eu descubro que nenhuma das duas instituições merecem credibilidade porque estão envolvidas. Isso eu não sabia, estou sabendo agora. Tenho preocupação que, daqui por diante, as coisas comecem a andar devagar”, comentou em entrevista para a Rádio Metrópole na manhã desta quinta-feira (16).

Eliana também afirmou ter conhecimento do esquema que envolve grilagem de terras no Oeste da Bahia e venda de sentenças há pelo menos 30 anos.

“Eu fui procurada por um emissário do José Valter, que foi o pivô de tudo. Aconteceu tudo a partir das terras de José Valter, que é um homem simples, um mecânico. Tinha uma loja mecânica e essas terras. Todo dinheiro que pegava, comprava terra no tempo que valia nada. Trocava-se terra por maço de cigarro. Ele foi comprando terra e apareceu um pessoal do Rio Grande do Sul e do Paraná querendo fazer negócio. Ele era um homem simples, não fazia negócio de banco e disse o seguinte: é até bom que a área se desenvolva e então fez parceria com esse pessoal através de arrendamento, ele morando no local”, conta a ex-ministra. 

“Esta ação de José Valter terminou no ano passado. Tinha um relatório do MP que desvendava toda a história a partir de um inventário falso que foi feito pelos grileiros e eu não tive dúvida. Foi essa documentação que fui ao CNJ defender José Valter e tive sucesso. O julgamento foi a favor que ele continuasse com a ação e aí fosse resolvida a ação. Acontece que os grileiros começaram também a ficar calados e, depois de dois anos, entraram com um processo no CNJ, se descobrindo o seguinte: esse emissário de José Valter é o tal chamado cônsul de mentira. Ele pegou as terras de José Valter, com a documentação certa, e fez aquilo crescer como fermento. Aí veio este bolo todo. Nós temos dentro desse caso, o início todo, mas no entorno disso se desenvolveram algumas quadrilhas”, acrescentou.

Fonte: Varela Notícias

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