Diário da Notícia | Recôncavo Baiano - Rubem Júnior
Foto: Reprodução
Um ano pós ser aprovado no curso de medicina da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Bruno Eulálio Santos, de 21 anos, adaptou seu material de estudos da época do vestibular e criou o próprio negócio. Os flash cards do acadêmico são voltados para vestibulandos para ajudá-los a revisar, de maneira mais prática e rápida, os conteúdos que caem nas provas, segundo o idealizador, que mora em Camboriú, no Litoral Norte catarinense. 

 “[O flash card] te faz um questionamento direcionado incitando a pessoa a formular a própria resposta (como em uma questão discursiva), promovendo dessa forma um aprendizado mais ativo”, explica Bruno. 

 Bruno conta que a ideia surgiu em 2019 com a necessidade de revisar os conteúdos fora de casa. Na época, ele estudava para o vestibular e trabalhava como faxineiro e jovem aprendiz em um hospital particular de Balneário Camboriú, também no Litoral Norte.

“Foi uma época difícil, lembro que levava os cards para o hospital onde trabalhava e ficava revisando sempre que surgia uma folguinha. Usava muito no ponto de ônibus ou dentro da condução quando não estava muito cansado. Como a revisão é a chave para para não esquecer um conteúdo, os cards me ajudaram muito, visto que não tinha tempo para aplicar outros métodos”, relembra.

O lançamento do seu sistema de cards foi há uma semana e até esta segunda-feira (26), o estudante já havia vendido 27 pacotes. 

 Segundo ele, o método original dos flash cards consiste no uso de palavras chave ou somente fórmulas para decorar a informação. Foi através da própria experiência e das adaptações que fez e apresentara resultado para ele que começou a pensar comercialmente na estratégia de estudos. 

“Percebi que especificamente para o vestibular não era muito efetivo [o método original], pois são poucos os vestibulares hoje em dia que querem saber, por exemplo, o ano de determinado evento. Então, pensei em fazer uma sequência de perguntas que abrangessem início, meio e fim da matéria. Não necessariamente usar somente conceitos chave ou fórmulas”, afirma.

O método, segundo ele, é dividido em 36 semanas de revisão de 11 disciplinas. Cada uma delas tem uma cor diferente e o conjunto ainda traz cards em branco, para que assim como Bruno, o estudante possa personalizar o próprio método de revisão. A irmã e a namorada de Bruno também auxiliam no empreendimento do jovem. “[Foram elas] que me ajudaram a deixá-los com a carinha de hoje e estão no projeto da loja comigo me dando todo apoio no atendimento, montagem, cuidado das redes sociais”, afirma.



Fonte: G1

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