Segundo a denúncia, a empresa Mastroto estaria despejando churume (efluente tóxico) diretamente no trecho do rio que serve como principal recurso hídrico para os moradores
A única fonte de água doce e potável da comunidade do bairro Centro e Trinta e Cinco, o Rio Paraguaçu, está sob grave ameaça devido ao despejo contínuo de efluentes tóxicos, caracterizando um crime ambiental em São Félix. A denúncia foi formalizada por Antônio Carlos, presidente da Associação de Moradores e Pescadores local, que aponta a empresa Mastroto como a responsável pela contaminação.O Crime e a Contaminação
Segundo a denúncia, a empresa Mastroto estaria despejando churume (efluente tóxico) diretamente no trecho do rio que serve como principal recurso hídrico para os moradores. A poluição é visível, com mudanças na coloração e no odor da água, indicando contaminação severa.
Antônio Carlos expressou a indignação da comunidade, ressaltando que o rio não é apenas uma fonte de água, mas também a base da subsistência local:
"O despejo poluente é um crime ambiental grave. A comunidade depende da pesca no Rio Paraguaçu para alimentação. Estamos com a saúde em risco."
Risco à Saúde Pública e Sustento
O impacto direto no cotidiano dos moradores é drástico. A dependência da pesca para a alimentação significa que a ingestão de peixes contaminados coloca em risco a saúde pública da região. A situação é classificada como urgente, pois a preservação deste recurso hídrico é vital para a sobrevivência da comunidade ribeirinha.
A situação expõe a falha na fiscalização ambiental e o conflito entre o desenvolvimento industrial e a conservação dos recursos naturais em áreas vulneráveis. O caso reforça a necessidade de uma fiscalização rigorosa e a responsabilização imediata da empresa poluidora para evitar danos ambientais irreversíveis.
Veja o vídeo:
