Padre critica ato político no anúncio da reforma da Igreja dos Remédios, em Cachoeira

O sacerdote afirmou ter sido tratado apenas como mera testemunha, apesar de ser o administrador da paróquia e responsável pela edificação religiosa.

Foto: Reprodução | Olha a Pititinga 
Ao término da missa do último domingo, 18 de janeiro de 2026, na Igreja Matriz de Cachoeira, o padre Antônio Carlos Trindade, conhecido popularmente como Padre Tota, fez um desabafo público sobre sua participação em um evento realizado na sexta-feira, 16 de janeiro, relacionado à entrega simbólica da chave da Igreja dos Remédios, que aguarda há mais de seis anos por obras de reforma. A informação foi divulgada pelo Programa Dizem News, da Rádio Web Olha a Pititinga.

Segundo o sacerdote, ele precisou interromper um período de descanso em sua cidade de origem, no sul da Bahia, para retornar antecipadamente a Cachoeira e participar do ato. No entanto, ao chegar no evento, afirmou ter sido tratado apenas como mera testemunha, apesar de ser o administrador da paróquia e responsável pela edificação religiosa.

Durante o pronunciamento feito aos fiéis, Padre Tota classificou o evento como um ato de caráter político, ressaltando que houve falta de respeito às instituições religiosas, à Igreja e aos responsáveis diretos pela reforma. O encontro contou com a presença da ministra da Cultura do Brasil, Margareth Menezes, além de outras autoridades, entre elas a prefeita de Cachoeira, Eliana Gonzaga.

O sacerdote destacou ainda a importância de um diálogo mais aprofundado, transparente e respeitoso entre as instituições envolvidas, especialmente por se tratar da recuperação de uma edificação religiosa de grande relevância histórica, cultural e simbólica para a comunidade cachoeirana.

O desabafo foi feito no encerramento da celebração religiosa e repercutiu entre os fiéis presentes na missa.

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