Na manhã de hoje (03/03), moradores ainda trabalhavam na retirada de água e lama de dentro das casas
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| Foto: Adriano Rivera/Diário da Notícia |
Na manhã de hoje (03/03), moradores ainda trabalhavam na retirada de água e lama de dentro das casas. Em uma das residências atingidas, o morador conhecido como Tinho relatou momentos de tensão vividos durante a madrugada.
“Foi feio demais, muita água, muita lama. Perdi guarda-roupa, perdi rack, sofá. Só não perdi a geladeira e a cama porque consegui jogar para cima. Tive que tirar meu filho urgente de dentro de casa”, contou.
Segundo ele, esta é a quarta vez que enfrenta alagamentos de grandes proporções no local. “A gente já vem passando por isso e nunca teve apoio de vereadores nem de prefeito nenhum para tomar uma solução aqui na Rua da Feira”, lamentou.
A água, misturada com lama, chegou a atingir quase meio metro de altura dentro da casa de Tinho e também em imóveis vizinhos. Com isso, além das perdas materiais, os moradores enfrentam prejuízos indiretos, como a perda de dias de trabalho.
“Perdi um dia de trabalho para limpar a casa. A gente não pode mudar, não tem para onde ir. Tem que voltar para casa e aguardar nova chuva. Nem dá para colocar tudo dentro de casa de novo, porque não sabe se vai chover do mesmo jeito”, desabafou.
Como possível solução, Tinho sugere a realização de obras de drenagem na área. “Pode fazer uma drena ali, quebrar o cais e fazer uma drenagem para recuar a água e retornar para o riacho”, opinou, defendendo uma intervenção estrutural que impeça novos alagamentos.
Enquanto aguardam providências do poder público, moradores contam com a ajuda de vizinhos e amigos para a limpeza das residências atingidas. O clima na comunidade é de preocupação constante: quando o tempo fecha, cresce o medo de que a água volte a invadir as casas. As informações são do repórter Adriano Rivera, do Diário da Notícia.
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