Retaliação por ação policial com 4 mortos pode ter motivado assassinato de comerciante em Maragogipe

Segundo as primeiras informações, o crime é apontado como uma possível retaliação a uma ação policial ocorrida na quarta-feira (25)

O comerciante Genivaldo Mateó, de 68 anos, foi assassinado a tiros dentro da própria casa na manhã desta quinta-feira (26), no distrito de Coqueiros, em Maragogipe, no Recôncavo Baiano.

Segundo as primeiras informações, o crime é apontado como uma possível retaliação a uma ação policial ocorrida na quarta-feira (25), que resultou na morte de quatro suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas (saiba mais).

Os criminosos suspeitavam que Genivaldo teria denunciado a localização do grupo por possuir uma propriedade rural nas proximidades do local onde o confronto aconteceu.

Genivaldo Mateó era pai de Ívalo da Cruz Mateo, comerciante sequestrado em janeiro deste ano. Na ocasião, a vítima foi colocada à força em um veículo, que seguiu em direção à zona rural.

O caso está sendo investigado por policiais civis da Delegacia Territorial de Maragogipe. Até o momento, não há informações sobre a autoria do assassinato de Genivaldo Mateó.

O sequestro do filho

Um homem identificado como Ivaldo da Cruz Mateó, de 36 anos, foi sequestrado por volta das 20h10 desta sexta-feira (23/01), em frente à sua própria casa, no distrito de Coqueiros, em Maragogipe, por três homens encapuzados a bordo de um veículo branco ainda não identificado. Eles fugiram com Ivaldo em direção a outra área da zona rural logo após a ação.

Ivaldo era taxista e comerciante, dono de um depósito de bebidas no distrito. Segundo relatos de familiares ao Blog do Valente, ele foi pego sem carteira, sem documentos e sem dinheiro.

Segundo apurou o Jornal Zero75, Ivaldo Mateó esteve diversas vezes na Delegacia de Polícia cobrando o lançamento, no sistema oficial, do registro de roubo de um veículo de sua propriedade. A ausência desse procedimento teria impedido o pagamento do seguro, o que motivou as idas à unidade policial. Familiares não descartam a hipótese de que essas cobranças possam ter gerado algum tipo de represália.

Há informações não confirmadas que apontam para a possível participação de integrantes de uma facção criminosa no sequestro. A suspeita, no entanto, ainda será apurada pelas autoridades.

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