A medida atinge os auxílios e gratificações que, ao longo dos anos, vinham sendo incorporados aos vencimentos e elevavam significativamente os salários
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| Foto: Divulgação | STF |
A medida atinge os chamados “penduricalhos” — auxílios e gratificações que, ao longo dos anos, vinham sendo incorporados aos vencimentos e elevavam significativamente os salários dessas categorias, muitas vezes ultrapassando o teto constitucional.
Benefícios atingidos
Entre os pagamentos que foram suspensos ou proibidos estão:
- Auxílio-natalino (bônus de fim de ano)
- Auxílio-combustível
- Auxílio-moradia
- Auxílio-alimentação
- Auxílio-creche e assistência pré-escolar
- Auxílio-natalidade
- Licenças compensatórias convertidas em dinheiro
- Indenizações por acúmulo de função ou processos
- Gratificações por cursos e atividades específicas
A decisão também impede práticas consideradas irregulares, como a chamada “venda de férias” ou de licenças, que permitia a conversão de folgas em pagamentos adicionais.
Novas regras
Com o novo entendimento do STF, os tribunais e órgãos do Ministério Público deverão:
- Suspender imediatamente pagamentos fora das regras
- Respeitar o teto constitucional, que tem como base o salário de ministro do STF
- Limitar adicionais remuneratórios a até 35% desse teto
- Divulgar com transparência os valores pagos a cada membro
O que continua permitido
Apesar do corte, permanecem garantidos direitos já previstos em lei, como:
- 13º salário
- Adicional de férias (1/3)
- Auxílio-saúde
- Abono de permanência
Impacto nos cofres públicos
A decisão pode gerar uma economia significativa para os cofres públicos, com estimativas apontando para bilhões de reais ao longo dos próximos anos. Segundo estimativas, a medida deverá gerar uma economia anual de aproximadamente R$ 7,3 bilhões aos cofres públicos.
Além disso, a medida reforça a exigência de transparência nos salários do funcionalismo, um tema que há anos gera debate na sociedade.
Repercussão
A decisão do STF deve enfrentar resistência de setores do Judiciário e do Ministério Público, que historicamente defendem a legalidade desses benefícios.
Por outro lado, especialistas em contas públicas avaliam que a medida é um passo importante para conter distorções salariais e garantir maior equilíbrio no serviço público.
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