O estudo, divulgado nesta segunda-feira (11), aponta ainda que 55,7% dos menores já possuem aparelho próprio
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| Foto: Divulgação |
O estudo, divulgado nesta segunda-feira (11), aponta ainda que 55,7% dos menores já possuem aparelho próprio. Entre adolescentes de 14 a 17 anos, o índice sobe para 73,8%, evidenciando o avanço da presença digital no cotidiano das famílias baianas.
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Especialistas alertam para os impactos do uso precoce das telas no desenvolvimento infantil. Segundo a psicóloga Laíse Brito, ouvida pela pesquisa, o cérebro das crianças ainda está em formação nos primeiros anos de vida, tornando a exposição excessiva aos dispositivos um fator de risco para o desenvolvimento emocional e cognitivo.
A pesquisa também identificou mudanças de comportamento percebidas pelos pais após o início do contato frequente com aparelhos eletrônicos. Irritabilidade, ansiedade e alterações no sono aparecem entre os principais efeitos observados nas crianças.
Outro ponto destacado pelo levantamento é a diferença de comportamento entre as faixas de renda. Nas famílias com renda superior a R$ 10 mil, 47,7% das crianças começaram a usar celulares antes dos 6 anos. Já entre famílias com renda entre R$ 2 mil e R$ 3 mil, a maioria afirmou permitir o uso regular apenas após os 12 anos.
Apesar da exposição precoce ser maior nas classes de renda mais alta, o estudo mostra que famílias de menor renda demonstram maior preocupação com os riscos. Cerca de 90,5% afirmaram impor limites claros para o uso das telas e buscar orientação sobre o assunto.
A pesquisa AtlasIntel/A TARDE entrevistou 1.042 pais e responsáveis em diferentes regiões da Bahia entre os dias 26 e 30 de abril de 2026. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
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