Em entrevista concedida ao repórter Adriano Rivera, do Diário da Notícia, uma moradora e protetora independente expôs a dura realidade enfrentada por quem tenta salvar a vida desses animais
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| Foto: Reprodução |
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Em entrevista concedida ao repórter Adriano Rivera, do Diário da Notícia, uma moradora e protetora independente expôs a dura realidade enfrentada por quem tenta salvar a vida desses animais sem qualquer apoio governamental.
O Clamor da Ladeira da Ajuda: Veneno e Agonia
O caso mais recente e alarmante está concentrado na Ladeira da Ajuda. Segundo a denúncia, um grupo de gatos que foi deixado para trás após a mudança de seu antigo tutor passou a ser alimentado por uma rede de voluntários. No entanto, há cerca de duas semanas, o cenário mudou drasticamente.
"A gente começou a perceber que estão colocando veneno. Como lá em cima não é monitorado e não tem câmeras, não temos como saber quem é. Ontem mesmo, dois gatos morreram dentro da casa de uma amiga e outro foi encontrado agonizando na ladeira", desabafou a voluntária.
Sacos Jogados no Rio e Ataques de Pitbull
De acordo com os relatos, a crueldade não se restringe à Ladeira da Ajuda e se espalha por bairros como o Caquende e a Faceira. A voluntária relatou cenas chocantes de animais que são colocados vivos dentro de sacos e arremessados no rio.
"Minha mãe já passou pela situação de ter que descer no rio, abrir o saco e resgatar o animal. Depois, nós descobrimos que ele tinha dono", relembrou.
Além do abandono massivo de felinos, a situação dos cães na cidade também é crítica. Há relatos de animais feridos perambulando pelas ruas e de episódios de extrema covardia, como tutores que instigam cães da raça Pitbull a atacarem animais de rua. Atualmente, dois cachorros recebem tratamento em uma clínica veterinária local após terem a cabeça aberta por mordidas decorrentes desse tipo de violência.
Apelo ao Poder Público e Busca por Projetos de Lei
Diante do cenário de abandono e violência, as quatro voluntárias que atuam na cidade relatam exaustão e falta de estrutura. Embora haja uma ONG atuando no município, a falta de suporte financeiro e institucional limita as ações.
O grupo agora busca o apoio da Câmara de Vereadores e da Prefeitura de Cachoeira para a criação de políticas públicas voltadas ao bem-estar animal. Um contato inicial foi feito com o vereador Marquinhos da Ladeira, que sinalizou a possibilidade de discutir um projeto de lei com os demais parlamentares da casa.
"A gente precisa de um órgão realmente responsável para que possamos resolver a situação. Enquanto for abandono, já está errado, mas agora estão envenenando animais que não fazem absolutamente nada", cobrou a moradora.
Maus-tratos a animais é crime previsto pela Lei Federal nº 14.064/2020, com pena que pode chegar a cinco anos de reclusão, além de multa. A população espera que as autoridades locais tomem providências imediatas para identificar os autores dos envenenamentos e coibir o abandono no município. Com informações do repórter Adriano Rivera, do Diário da Notícia.
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