Tribunal do Júri condena dois policiais militares pelo homicídio de Geovane Mascarenhas e um por roubo

O Conselho de Sentença, formado por sete jurados, decidiu pela condenação de três réus e absolvição de quatro

Imagem criada pelo Diário da Notícia com IA
O julgamento dos sete policiais militares acusados da morte de Geovane Mascarenhas de Santana terminou na madrugada desta sexta-feira (19), no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador. O júri popular foi finalizado por volta de 2h, após cerca de 27 horas de trabalho em dois dias de sessão do 1º Juízo da 1ª Vara do Tribunal do Júri. 

O Conselho de Sentença, formado por sete jurados, decidiu pela condenação de três réus e absolvição de quatro. Ao todo, seis deles respondiam pelos crimes de homicídio, roubo e ocultação de cadáver; e um, pelos crimes de homicídio e roubo. Os réus foram condenados às seguintes penas: 

  • Jesimiel da Silva Resende: 25 anos, 3 meses e 15 dias de reclusão (homicídio duplamente qualificado, roubo e ocultação de cadáver), a ser cumprida em regime inicial fechado, e multa;  
  • Cláudio Bonfim Borges: 20 anos e 7 meses de reclusão (homicídio duplamente qualificado e roubo), a ser cumprida em regime inicial fechado, e multa; absolvido do crime de ocultação de cadáver; 
  • Jailson Gomes Oliveira: 6 anos e 4 meses de reclusão (roubo), a ser cumprida em regime inicial semiaberto, e multa; absolvido do crime de homicídio; 
  • Daniel Pereira de Sousa Santos: absolvido (motivo: negativa de autoria); 
  • Allan Moraes Galiza dos Santos: absolvido (motivo: negativa de autoria); 
  • Alex Santos Caetano: absolvido (motivo: negativa de autoria); 
  • Roberto dos Santos Oliveira: absolvido (motivo: negativa de autoria). 

Os mandados de prisão de Jesimiel da Silva Resende e Cláudio Bonfim Borges foram cumpridos imediatamente. 

Geovane Mascarenhas de Santana desapareceu no dia 2 de agosto de 2014, durante uma ação da Polícia Militar no bairro da Calçada, em Salvador. À época com 22 anos, ele foi visto sendo conduzido por policiais das Rondas Especiais (Rondesp), conforme mostram imagens de câmeras de vigilância. No dia seguinte, o corpo da vítima foi encontrado no Parque São Bartolomeu, no bairro de Pirajá, com sinais de decapitação e carbonização. 

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