Batizado de "Farras: como os shows com dinheiro público conectam artistas, bets, política e agronegócio", o estudo afirma que o mercado de shows financiados pelo poder público envolve uma ampla rede de relações
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| Imagem criada pelo Diário da Notícia com IA |
Batizado de "Farras: como os shows com dinheiro público conectam artistas, bets, política e agronegócio", o estudo afirma que o mercado de shows financiados pelo poder público envolve uma ampla rede de relações entre artistas, produtoras, casas de apostas esportivas (bets), agentes políticos, emendas parlamentares e setores ligados ao agronegócio. Segundo os autores, a investigação buscou mapear como essas conexões movimentam bilhões de reais em recursos públicos.
O relatório também apresenta casos classificados pelos pesquisadores como exemplos de "coronelismo moderno", apontando vínculos familiares entre prefeitos e parlamentares, além de patrocínios de empresas de apostas e municípios que destinam parcelas significativas de seus orçamentos para festas e grandes apresentações musicais. As informações fazem parte da análise produzida pelo observatório e são apresentadas como resultado da investigação realizada pela equipe de pesquisa.De acordo com o levantamento, o Nordeste lidera os gastos públicos com shows, concentrando cerca de 72% do valor contratado entre os 40 artistas mais bem remunerados. Bahia e Pernambuco aparecem como os estados com maior volume de contratações, impulsionados principalmente pelos festejos juninos, carnaval e outras festas populares.
Os pesquisadores afirmam que o dossiê reúne centenas de páginas de documentos, milhares de contratos analisados e diversas reportagens destinadas a explicar quem são os principais beneficiários desse mercado, quais mecanismos financiam essas contratações e como funciona a engrenagem econômica por trás dos grandes shows pagos com recursos públicos. Veja o relatório completo aqui.
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